Seguindo o movimento nacional, o servidores Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Acre (Correios) entraram em greve por tempo indeterminado, na noite dessa segunda-feira (17) após realização de uma assembleia.

A presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintec-AC), Suzy Cristiny, disse que a greve é contra contra a privatização da estatal e os servidores também pedem que os direitos relacionados à saúde dos trabalhadores durante a pandemia sejam garantidos.

“Nós temos dois motivos principais por essa greve. Primeiro é contra o sucateamento que vem ocorrendo na empresa, que visa a extinção do Correios nacional brasileiro. O segundo motivo é que nós temos uma sentença normativa que foi decidida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) que teria uma vigência de dois anos e a empresa desde o dia primeiro de agosto cortou o direito dos trabalhadores”, disse.

A presidente explicou que durante esse período os servidores têm trabalhado o dobro, porque os serviços aumentaram, em contrapartida eles perderam direitos trabalhistas com a revogação do atual Acordo Coletivo que estará em vigência até 2021.

Suzy disse que devido o período de pandemia, os servidores não vão fazer paralisação em frente ao prédio da empresa, mas devem fazer uma carreata na final da tarde desta terça (18), na Avenida Epaminondas Jácome, como atividade do primeiro dia de greve.

“Vamos fazer um ato unificado com o Sindicato dos Bancários que também está entrando em campanha salarial e, devido essa campanha, vamos fazer a carreata hoje e vamos percorrer algumas ruas da cidade ali pelo Centro para evitar aglomeração”, acrescentou.

A presidente do sindicato afirmou ainda que estão sendo mantidos os 30% dos servidores em atendimento como determina a lei.

“Na verdade, todos os serviços já estão em precarização, por isso estamos denunciando. Mas, todos os serviços estão funcionando parcialmente”, explicou.

Suzy acrescentou que sabe que a greve é prejudicial aos clientes da empresa e eles merecem receber as correspondências em dia, mas defende que é um movimento de denúncia para que os servidores tenham condições de trabalhar e ter uma empresa pública de qualidade. Do G1 Acre