Por Folha do Acre – A ex-prefeita e ex-deputada Leila Galvão, recém-filiada ao MDB, aparece na ‘lista negra’ do Tribunal de Contas do Estado (TCE) como condenada, com trânsito em julgado, por ter tido suas contas reprovadas. Legalmente ela está impedida de concorrer ao cargo de prefeita na eleição deste ano. Fato. Fato jurídico, inclusive, e não político como ela quer fazer parecer.

Dizer que é perseguição, que sairá impune é rir da lei

Leila, que a exemplo de dezenas de ex-prefeitos foram condenados pela corte de contas e estão inelegíveis até 2025, usa de factoide para dizer que o parecer do TCE nada representa. Fazer isso, além de ser mau-caratismo, é uma afronta às leis. É como se ela dissesse a todos que não dá a mínima para a decisão do colegiado de conselheiros e que não haverá punição para suas rejeições de contas.

12 processos

Leila foi ré em 12 processos e condenada na maioria por irregularidades na prestação de contas como gestora de Brasiléia. De acordo com as normas legais, ela está sim impedida de concorrer ao pleito. Somente após 2025 ela poderá voltar a concorrer.

Questão jurídica

É de causar um certo embrulho no estômago ver uma mulher que entende de leis se fazer passar por vítima de perseguição política quando na verdade ela sabe que se trata de questão jurídica, com condenação final.

A mensagem de Leila

Leila Galvão enviou nos grupos de WhatsApp de Brasiléia uma mensagem de texto afirmando que a notícia sobre seu impedimento de concorrer às eleições é fato criado pela oposição e que ela está firme em Deus. Leila, Deus age dentro da legalidade. Não use desses artifícios.

Legalmente só isso

O máximo que pode acontecer é, como no pleito de 2018, Leila entrar com mandado de segurança para pleitear o direito a concorrer.