A Polícia Civil de Epitaciolândia encontrou, o corpo de uma menina de 13 anos que foi assassinada em uma área de mata da cidade. A vítima foi atraída até o local, morta com um tiro de escopeta e o crime foi filmado.

Dois homens foram presos, entre eles um monitorado por tornozeleira eletrônica que seria um dos mandantes do crime, e três menores, com idades entre 14 e 17 anos, foram apreendidos. A arma usada para matar a menor, uma escopeta, também foi apreendida.

O delegado responsável pelo caso, Luiz Tonini, explicou que a menor fazia parte de uma facção criminosa e queria entrar na facção dos suspeitos para repassar informações. Na segunda, a vítima, que morava em Brasileia, cidade vizinha, saiu com outras duas menores para passar a noite na casa de um dos suspeitos, em Epitaciolândia.

“Descobriram que ela já era uma integrante de uma facção, mas não era matriculada, e queria entrar na outra facção para repassar informações. O monitorado, que era namorado de uma das meninas, recebeu a ordem de outro mandante e repassou para outros três executores. Atraíram ela para o matagal dizendo que iam fazer um ‘corre’, como falam na linguagem deles, e ela acreditou. Quando entraram nesse mato foi feito o anúncio da execução dela com a posterior filmagem. Não localizamos a filmagem porque está no celular de um dos procurados”, destacou.

Denúncia

A polícia soube do crime depois que uma pessoa procurou a delegacia para fazer uma denúncia anônima. Tonini disse que, inicialmente, a polícia não sabia onde estava o corpo e nem que a menor estava sumida, pois a família não relatou o desaparecimento.

“A gente não sabia nem da existência do corpo. A família não relatou o sumiço, era uma menina da vida criminosa, vivia na casa de um e de outro. Encontramos eles [suspeitos], entraram em contradição, achamos a arma do crime e resolveram falar. Disseram que tinham visto o vídeo e saímos procurando até que achamos próximo do rio”, relembrou.

Suposta gravidez

Tonini acrescentou que recebeu uma informação de que a vítima estaria grávida de um dos suspeitos do crime. O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco para exames cadavéricos que possam confirmar a gravidez.

“Pedi o exame, mas não sei se vai ser feito. Por causa da pandemia, os cadáveres não são abertos. A princípio acreditamos que teve facada porque tinha uma faca no local, mas não conseguimos verificar porque é uma região de mata e havia muita cobra e formiga. Estava sendo comida pelos animais. Não estava em decomposição, só inchada”, concluiu.

Por Aline Nascimento, G1 Acre