Atualmente, 53 das 58 obras que estavam paralisadas já estão em andamento. As cinco que ainda faltam deverão entrar na programação até o final do ano – Foto: Jean Lopes

Construir dois hospitais, cada um com 100 leitos em tempo recorde e em uma época tão difícil, foi um marco para a estruturação da saúde no Acre. Mas tão importante quanto a criação e execução de novas obras é a finalização daquelas que há anos seguiam paralisadas.

Colocar a casa em ordem é uma prioridade à qual se dedica a atual administração da Secretaria de Estado de Infraestrutura do Acre (Seinfra). Ao longo deste um ano e meio de gestão do governador Gladson Cameli, 53 das 58 obras que estavam paralisadas já estão em andamento. As cinco que ainda faltam deverão entrar na programação até o final do ano.

Para que se possa entender a importância de dar celeridade à conclusão desses serviços antigos e inacabados, uma única obra em que foram investidos recursos públicos, por menor que pareça, caso seja considerada inapta para o fim que foi planejada, pode impedir o estado de receber novos recursos a serem utilizados em projetos futuros. Este não é um problema com o qual o estado quer se preocupar, portanto, além da criação de novos projetos e execução de obras, a secretaria também tem se dedicado a dar prosseguimento a esses processos.

“São obras que se não tivermos uma atenção, um olhar especial, podemos inviabilizar o estado como um todo, então focamos nesse um ano e meio em dar continuidade a esses projetos para que pudéssemos prestar contas e assegurar a vinda de novos recursos para o Acre. Temos intensificado os trabalhos em todo o estado e mesmo que sejam considerados ajustes pequenos, a importância para aquele morador que se beneficia da obra é gigante. Estamos empenhados e sempre com homens nas ruas trabalhando”, disse Ítalo Medeiros, secretário de Infraestrutura.

A conclusão das obras do Instituto de Traumatologia (Into), a retomada das obras do Pronto-Socorro de Rio Branco, Escola de Gastronomia, Hospital de Mâncio Lima, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul e obras do Igarapé Fundo, na capital, estão entre os exemplos.

“São obras que por diversos motivos, sejam técnicos ou por abandono da empresa que prestava o serviço, por falta de recurso ou de material, pararam de ser executadas. Quando nós chegamos, tivemos que estudá-las, entender cada problema e dar seguimento àquela obra. Das 58 que tínhamos pendentes, faltam agora apenas cinco que também já estamos no processo de saná-las. Acredito que até o final do ano estejam também em andamento”, explicou Karla Alessandra, diretora técnica da Seinfra.

No caso das obras de urbanização e macrodrenagem do Igarapé Fundo, no bairro Nova Estação, a retomada dos trabalhos que estavam parados há anos, deve beneficiar uma população aproximada de 10 mil habitantes moradores dos bairros Boa Esperança e Conquista, conjuntos Manoel Julião, Jardim América e Village Maciel. A obra contempla o término de calçadas, ciclovias, além do direcionamento da rede de esgoto a uma estação de tratamento. Moradora há mais de dois anos das margens do igarapé, Eliana Braga, de 23 anos, fala sobre a retomada das obras na região.

“Moramos aqui num condomínio e quando vimos os homens mexendo no canal, eu e os demais moradores até falamos em fazer um churrasco quando a obra terminar para comemorar, pois esperamos muito pra ver isso acontecer. Toda vez que chove o esgoto sobe e entra pelos canos das nossas casas, é horrível passar por isso e acredito que agora a situação dos moradores aqui da região vai melhorar. Estamos confiantes de que agora a obra vai sair”, finalizou.