A queda no sinal de internet horas antes de começar a sessão, deixou a cidade de Cruzeiro do Sul sem comunicação com o restante do País, o que inviabilizaria a participação dos advogados de defesa do prefeito Ilderlei Cordeiro e de seu vice Zequinha Lima, bem como dos advogados dos demais envolvidos no velho caso que envolve as eleições de 2016.

A Relatora do processo, Juíza Mirla Regina, alegou que a defesa sabendo dos eminentes problemas de queda de internet na região, teria que ter municiado de outras opções de provedor; inclusive ter se deslocado até a capital, onde teria maior probabilidade de não acontecer tais fatos.

A desembargadora Denise Bomfim abriu a discussão e a maioria do pleno acatou o pedido da defesa do prefeito Ilderlei, que solicitou o adiamento do julgamento para uma data posterior a ser decidida pelo colegiado.

Em meio a opiniões divergentes, um consenso de que a sessão será retomada na quarta-feira dia 12 ficou pactuado.

Segundo Denise Bomfim, as partes serão notificadas e estas devem se preparar para possíveis problemas de conexão, sendo o caso de até se deslocarem para Rio Branco e assim garantir a defesa oral no julgamento.

Com este entendimento, todos foram convocados para retornarem na quarta-feira às 11:30 da manhã, para dar continuidade a sessão que definirá o futuro do prefeito Ilderlei Cordeiro e de seu vice Zequinha Lima.

Entenda o caso que está sob julgamento.

Em julho de 2019, o juiz Erik da Fonseca Faraht, da 4º Zona Eleitoral manteve a decisão de condenar o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro e seu vice, José de Souza Lima, o Zequinha Lima, a perda do diploma de prefeito e vice, além de torna-los inelegíveis. Na mesma decisão, o ex-prefeito de Vagner Sales, Edson Firmino de Paulo e Mário Vieira da Silva Neto também foram considerados inelegíveis por 8 anos.

Eles foram condenados por abuso do poder político e econômico nas eleições de 2016. Consta na sentença que Clebisson Silva Freire, “então candidato a vereador pelo PSDB, encontrava-se no interior de determinada agência bancária quando foi abordado pelo por Edson Firmino de Paula, que iniciou conversa acerca da candidatura de Clebisson, no intuito de afasta-lo da disputa, convidando-o, logo em seguida, para “resolver” a situação naquele mesmo momento”, diz trecho do texto judicial.

Edson Firmino teria levado Clebisson Silva Freira até a Secretaria de Assistência Social do Município de Cruzeiro do Sul/AC, onde se encontraram com Mário Vieira da Silva Neto, então Chefe do Gabinete do Prefeito, Vagner Sales, prefeito à época, filiado ao MDB. Durante o diálogo, os demandados Vagner Sales e Edson Firmino de Paula teriam tecido considerações diversas para que o candidato a vereador Clebisson Silva Freire desistisse de sua candidatura, lançada por coligação adversária (Coligação Cruzeiro em Boas Mãos), e passasse a apoiar a coligação liderada pelo MDB (Coligação Juntos por Cruzeiro), que promovia as candidaturas dos demandados Ilderlei Souza Rodrigues Cordeiro e José Souza Lima aos cargos majoritários de Prefeito e Vice.

O magistrado diz ainda que, Clebisson Freire resolveu denunciar o grupo e buscou a Polícia Federal, que fez campana próximo a casa de Edson Firmino de Paula. O grupo condenado já teria editado um termo de renúncia para que Clebisson assinasse, mas foram surpreendidos pelos federais no ato.

O juiz Erik Fonseca inocentou o vereador Romário Tavares (MDB) por não haver provas para a condenação dele.