Se forem considerados os dados dos últimos 14 anos – a série histórica começa em 1998 – o bioma amazônico apenas teve menos quantidade de fogo nos de 2003 (38.143), 2004 (47.633), 2005 (48.258) e 2007 (23.646).

Os registros de queimadas na região somam quase 50% do total que foi detectado pelo Satélite de Referência AQUA Tarde nos demais biomas brasileiros – Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Pantanal -, que somaram juntos 54.179 focos.

Entre os estados, o Mato Grosso, com 11. 213 focos é o campeão de queimadas no bioma, seguido do Pará, com 7.184 focos.

Na região Norte, os focos de queimadas estão assim distribuídos: Pará (7.184), Amazonas (5.250), Tocantins (3.926), Roraima (1.664), Rondônia (1.339), Acre (991) e Amapá (11).

No estado do Acre, os municípios de Tarauacá (143), Feijó (116) e Cruzeiro do Sul (69) foram os que apresentaram o maior número de focos acumulados no período de 1º de janeiro a 4 de agosto deste ano.

Dos 991 focos de queimadas registrados no Acre neste ano, 525 foram detectados apenas nos primeiros 8 dias de agosto. Nas últimas 48 horas, foram registrados 161 focos em todo o estado.

Os dados são do Relatório Diário Automático do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, divulgado neste domingo, 9.

De acordo com o último boletim sobre previsão do tempo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), não houve registro de chuva acumulada no período de 1º a 5 de agosto no Acre devido a uma instabilidade no site Gestor PCD da Agência Nacional de Águas.

Por Ac24horas