O ex-diretor presidente do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa) Sebastião Fonseca foi solto nesta sexta-feira (7), após ser preso durante a Operação ‘Toque de Caixa’, da Polícia Civil, deflagrada na última segunda (3), em Rio Branco.

A informação foi confirmada pelo advogado Gelson Neto, que acompanhou os procedimentos de soltura tanto de Fonseca quanto da mulher dele, Delba Bucar.

“Ele já está em casa. Ele cumpriu a prisão temporária e foi liberado ontem [sexta]”, informou o advogado.

Em relação à Delba, a informação é de que a prisão temporária dela foi convertida em domiciliar e ela está em casa desde a quinta (6).

Os dois foram presos na segunda, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. A polícia apreendeu materiais, mídia, documentos, tanto na casa dos alvos como também na sede do Depasa.

As investigações da Polícia Civil duraram cerca de dois meses e apontam que Fonseca é suspeito de beneficiar a empresa de Delba, a Bucar Engenharia, com um contrato que desviou verba pública. De acordo com a polícia, o montante desviado seria de pelo menos meio milhão de reais.

Operação

A Operação Toque de Caixa foi deflagrada no dia 3 deste mês, pela Polícia Civil, que confirmou que a empresa ligada aos ex-gestores do Depasa, Sebastião Fonseca, ex-diretor presidente, e Edson Siqueira, ex-diretor financeiro, era beneficiada com o pagamento irregular no desvio de verbas públicas que chegou ao montante de R$ 500 mil.

As investigações são da Delegacia de Combate à Corrupção e aos Crimes contra a Ordem Tributária e Financeira (Decor), que atua no caso dos desvios há dois meses.

“Existe uma situação de pagamento irregular feito a uma determinada empresa que tem vínculo com os ex-gestores e a ideia é justamente, através desses bloqueios de bens e indisponibilidade, fazer com que o Estado possa recuperar esses valores que foram subtraídos por meio do pagamento irregular que superam os R$ 500 mil”, disse o delegado responsável pelas investigações, Alcino Junior.

Além disso, foi feita a recuperação de arquivos, bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de bens dos suspeitos investigados na operação. A polícia não informou qual o valor bloqueado.

Após a deflagração da Operação, o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um inquérito civil para aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos no Depasa.

O MP informou que as investigações vão focar em um contrato feito entre o Depasa e a empresa Bucar Engenharia, que tem como sócia Delba Nunes Bucar, esposa do ex- diretor da autarquia, Sebastião Fonseca. Do G1 Acre.