Com o fim da temporada do vôlei nacional após o encerramento precoce da Superliga de Vôlei Masculino em virtude da pandemia do novo coronavírus, o líbero acreano Dayan Barros, que defende o Blumenau-SC, está aproveitando o tempo sem treino e competições para matar a saudade da família em Rio Branco, capital do Acre.

Dayan saiu do Acre aos 17 anos para buscar espaço no vôlei nacional. Estreou na Superliga em 2019 e vivia o melhor momento da carreira antes da pandemia. Liberado pelo clube para voltar ao estado natal, já que treinamentos e competições estão proibidos no momento, após sete anos ele conseguiu passar um tempo livre com a família.

– Tem sido bom porque fazia muito tempo que não ficava tanto tempo em casa e estou tendo uma rotina totalmente diferente da que sempre fui acostumado – diz.

Por causa da pandemia, o clube suspendeu os contratos dos atletas. Em Rio Branco, ele tem trabalhado em um supermercado para ter alguma renda. De acordo com Dayan, o retorno para o Blumenau é conveniente, mas ele não descarta uma mudança de ares.

– Estou descobrindo novas coisas, tentando me virar e tem dado certo. O Blumenau seria conveniente, pois é o único do estado de Santa Catarina que joga a Superliga. Mas estou em contato com meu procurador e a gente está vendo. Tem algumas outras possibilidades – conclui.

O Blumenau-SC foi vice-campeão da Superliga B na temporada 2018/2019 e retornou à elite do vôlei nacional após oito anos. Antes de chegar a clube de Santa Catarina, Dayan Barros defendeu Mogi das Cruzes e São Caetano, ambos de São Paulo, e Botafogo-RJ. Por Globo Esporte