Com a disseminação do novo coronavírus, a tecnologia se mostrou uma grande aliada, principalmente da educação, e a utilização das ferramentas tecnológicas tem proporcionado ao estudante autonomia na busca pela informação, troca de experiências com colegas e professores e a comodidade de assistir às aulas de qualquer lugar.

Além disso, alunos da rede pública estadual de ensino ainda podem acessar as aulas disponíveis na plataforma: www.educ.see.ac.gov.br, quantas vezes quiser e no horário que acharem mais conveniente. 

Um mês após o início do programa Escola em Casa, idealizado pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), o projeto contempla alunos do 1° ano do ensino fundamental até o 3° ano do ensino médio.

Henderson de Souza, aluno do 3º ano da Escola Humberto Soares, de Rio Branco, diz que está satisfeito com as aulas pela TV. “Os conteúdos são de fácil entendimento, os professores são muito bons, está dando para relembrar vários assuntos, às vezes assisto algumas aulas do 1° e 2° ano, para revisar. Isso tem me ajudado muito na preparação para o Enem”, relata.

Assistir as aulas pela TV é uma alternativa no mínimo interessante para os estudantes, em meio à pandemia. É só sintonizar o canal Amazon Sat, de acordo com a cidade em que residem, e aproveitar os conteúdos.

“As aulas pela TV foram uma maneira que a SEE encontrou de alcançar os alunos que não tinham aceso à internet. São aulas bem planejadas, revisadas,  contextualizadas e associam teoria à prática, fazendo com que os alunos encontrem significado no que estudam. Pais e alunos reconhecem a importância dessas aulas para o processo de ensino e aprendizagem”, afirmou a professora Maria das Dores Melo, chefe da Divisão de Ensino Fundamental – Anos Finais.

No momento, é fundamental a parceria entre escola e família, para que o processo das aulas remotas seja produtivo: “Os pais estão conscientes da importância de seu apoio aos filhos durante este período, auxiliando e incentivando-os. Estamos buscando ao máximo o apoio das famílias pelo diálogo”, relata a professora Egina Rodrigues, coordenadora de Ensino da Escola Serafim da Silva Salgado, também da capital.

Débora Profeta, mãe de Maria Luísa, de 14 anos e aluna do 9º ano da Escola Mário de Oliveira, diz que a rotina de estudos da filha não mudou muito com o ensino a distância. “Se ela tiver dúvidas de língua portuguesa eu mesma consigo tirar, estudando com ela, mas, se for matemática, tem uma pessoa que tira suas dúvidas, pois tem coisa que não lembro mais. Para nós duas está fluindo naturalmente, sem nenhum problema”, avalia.

“Os pais me confirmaram que os estudantes estão acompanhando as aulas pela TV e o legal é que os professores também. O professor de artes, Marcos Antônio Santos, por exemplo, fez trabalhos a partir das videoaulas usando a fotografia, com alunos do 1º ano, e de cinema, com uma atividade ‘Stop Motion’, orientando a estudante Vitória Miranda, do 3º ano”, conta a gestora da Escola Glória Perez, Laura Giane de Oliveira.

As aulas exibidas são produzidas por professores da rede estadual de ensino, com conteúdos atualizados e revisados. Cada aula tem a duração média de 15 minutos.