Mauricelio Gomes Pereira foi preso nesse domingo (19), na Vila Santa Cecília, região do Segundo Distrito de Rio Branco. Ele é o principal suspeito de participação na morte do idoso Argemiro de Figueira de Farias, de 73 anos.

O corpo do idoso foi encontrado já em estado de decomposição no último dia 25 de junho dentro da chácara da família do senador Sérgio Petecão e da vereadora Lene Petecão, ambos do PSD-AC. Farias era amigo da família Petecão e morava há muitos anos na chácara, que fica na BR-364, na saída de Rio Branco.

Vizinhos sentiram falta do idoso, pularam a parte de trás da propriedade e acharam o corpo próximo da piscina. A casa onde Farias vivia estava revirada com todos os móveis e pertences fora do lugar.

A prisão do suspeito foi feita após investigação da Delegacia Especializada de Combate a Roubos e Extorsões (Decore). Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de que o crime tenha sido um latrocínio.

Pereira estava foragido do sistema penitenciário desde o ano 2016. De acordo com a polícia, ele é condenado pelo crime de estupro de vulnerável ocorrido no ano de 2009, em que a vítima foi uma criança de 12 anos de idade.

No dia em que o corpo foi achado, a vereadora Lene Petecão destacou que Farias era considerado uma pessoa da família, que morava há muito tempo no local desde quando a mãe dela se mudou para a propriedade. Ele dividia a chácara com um caseiro, que se mudou do local recentemente.

“Como ele era sozinho, uma vizinha dava conta dele para gente. Avisava quando precisava de algo e a gente corria lá, levava remédio e outras coisas. Sentiu falta dele e achou hoje [25 de junho] à tarde”, explicou.

O marido da vereadora esteve na propriedade e disse ter visto ainda manchas de sangue no local. A vereadora acredita que o idoso possa ter sido vítima de latrocínio. Porém, a família ainda não tinha sentido falta de nenhum pertence no local.

“O Petecão tem uma chácara para lá e quando ia sempre parava para falar com ele. A gente tinha uma relação muito próxima com ele, só que moramos na cidade e ele na chácara, que era a casa da minha mãe. Mesmo depois que a mãe morreu ele ficou lá, não tiramos”, lamentou.

A reportagem entrou em contato com o delegado Leonardo Santa Barbara, coordenador da Decore, mas ele informou que estava em uma oitiva e falaria depois sobre a investigação do caso.

Por Iryá Rodrigues, G1 Acre