Representantes de trabalhadores rurais lembram dos 40 anos da morte do sindicalista Wilson de Souza Pinheiro, “Suas Ideias continuam vivas em nossos corações”, diz a faixa segurada por representantes em frente ao STR.

Em meio à Pandemia com tantas dificuldades vividas pelo Movimento Sindical, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia lembram os 40 anos de assassinato do Líder Sindical Wilson de Souza Pinheiro, com uma faixa estendida em frente o Memorial Wilson Pinheiro. Lembra dos 40 anos de assassinato do seringueiro Wilson Pinheiro, o memorial que está parado desde de 2017, precisa de reparos, de apoio do Governo do Acre, lembraram os representantes.

“Mesmo diante da Pademia não poderíamos esquecer do nosso maior líder sindical Wilson Pinheiro que liderou a luta pela terra para os trabalhadores rurais, em uma época de Regime Militar, aproveitamos para pedir o apoio ao Governo do Acre Gladson Cameli que se sensibilize em relação ao nosso Memorial Wilson Pinheiro, que olhe com carinho para que após essa pandemia possa ter uma reforma e volte a funcionar, pois faz parte da história de Brasiléia”, disse a presidente Francisca Bezerra.

Wilson Pinheiro foi morto em 21 de junho de 1980 com um tiro na nuca, pelas costas, a mando de latifundiários dentro da sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Hoje o sindicato possui mais de 7 mil filiados a instituição.

Nascimento 1933

Morte 21 de julho de 1980 aos 47 anos, em Brasiléia

Biografia

Pinheiro liderou o que ficou conhecido como Mutirão contra jagunçada, episódio em que centenas de trabalhadores marcharam contra bandidos que ameaçavam os posseiros da região, preservando, ao mesmo tempo, a floresta amazônica. Tomaram dezenas de rifles e entregaram as armas ao Exército. O desfecho do episódio foi trágico – acuados pela liderança de Pinheiro, latifundiários da região mandaram matar o seringueiro na noite de 21 de julho de 1980[1].

A primeira fundação de apoio partidária instituída pelo PT ainda em 1981 – a Fundação Wilson Pinheiro – recebeu esta denominação em sua homenagem. Dilacerada por divergências internas, a FWP seria posteriormente substituida pela Fundação Perseu Abramo (FPA), ainda ativa[2].

Aos 30 anos de seu assassinato, em 2010, o Centro Sérgio Buarque de Holanda da FPA publicou um dossiê em sua Revista Perseu (n. 5), no qual consta uma seleção de documentos de seu acervo, entre os quais constam depoimentos de lutadores como Chico Mendes e Elson Martins que estavam presentes nessa jornada[3].