Após a flexibilização do decreto de isolamento social, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu início às atividades alusivas ao Julho Amarelo, campanha nacional que tem o objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que no Acre, até maio deste ano, 1409 pessoas estavam em tratamento contra a hepatite B, uma doença infecciosa que agride o fígado, sendo causada pelo vírus B da hepatite (HBV). O HBV está presente no sangue e secreções, e a hepatite B é também classificada como uma infecção sexualmente transmissível.

Segundo o coordenador de IST/AIDS e Hepatites Virais em Cruzeiro do Sul, Iago Castro, as ações estão sendo retomadas de forma gradual. “As ações estão voltadas à prevenção e orientação nas unidades de saúde com disponibilização de testes rápidos para hepatites, Aids, sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis. Também estamos levando os atendimentos para órgãos públicos e privados para retornamos as ações de forma segura e com todos os cuidados evitando aglomerações”, frisou o coordenador.

Em Cruzeiro do Sul, foram registrados cerca de 90 casos de hepatite B em 2019. De acordo com Igor Castro, os índices de hepatite C são menores. “Dados do ministério da Saúde mostram que pessoas morrem mais de hepatite B do que Aids, por exemplo, então se pode tratar a doença como algo simples”, analisou Castro.

Este ano, o município registrou um número menor de casos, até o momento são 28. Entretanto, o profissional alerta que esta queda pode estar relacionada apenas à falta de diagnostico. “Com a pandemia, as pessoas deixaram de ir aos postos de saúde, nós deixamos de fazer ações intensivas de testagem nas ruas então diminuímos a quantidade de registros, mas não porque estamos conseguindo combater o vírus”, destacou.

A hepatite é uma inflamações do fígado, causada por diversos motivos, entre eles destacam-se o uso de remédios, álcool e drogas, e ainda a infecção por vírus ou a existência de doenças metabólicas, genéticas ou autoimunes.
Podendo ser uma doença silenciosa, a hepatite quando sintomática pode causar tontura e enjoo, vômitos, dores abdominais, febre, urina escura e pele e olhos amarelados. Justamente por muitas vezes estes sintomas não se apresentarem, os exames são importantes.

Os tipos de hepatites virais mais comuns no Brasil são as A, B e C, mas existem ainda os tipos D e E.