Com fundamento na Lei de Execução Penal (LEP), o trabalho do apenado segue diretrizes educativas e produtivas com o objetivo de auxiliar no processo de ressocialização. 

As churrasqueiras são produzidas pelos detentos dentro da própria unidade e vendidas a um preço inferior ao ofertado pelo comércio local. De acordo com o projeto, parte da renda é destinada aos reeducandos e a outra parte investida nas demandas do presídio. Com o trabalho, também é possível reduzir o período de pena. A cada três dias trabalhados, um dia a menos na pena total.

A LEP considera que o trabalho do condenado é um dever social, condição de dignidade humana, de finalidade educativa e produtiva. Na unidade várias frentes de trabalho já são realizadas, como a criação e venda de ovos e galinha caipira, lavagem de carros e motos, quebra da castanha. No caso da produção de churrasqueiras, dois detentos com experiência do ofício de serralheiro foram identificados e já repassam o conhecimento para os demais.

Para o detento Elivelton da Silva, poder trabalhar mesmo no ambiente prisional é motivo de agradecimento. “Um projeto em que o sistema nos abriu uma porta e mesmo eu tirando uma comissão, estou remindo pena para me ressocializar, voltar a trabalhar e ao conforto do meu lar. Só tenho a agradecer a todos que têm cooperado de coração”, disse.

O diretor da unidade, Denis Araújo, explicou que uma média de quatro churrasqueiras são produzidas por semana e que a demanda é bem maior que oferta, o que aponta para o crescimento do projeto. “Nós estamos muito felizes por essa oportunidade, é um projeto que tem dado muito certo. Nós contamos com o apoio do Tribunal de Justiça, por meio da Comarca de Sena Madureira, e do Ministério Público que têm nos ajudado nesses projetos que tem dado certo”, ressaltou.