Durante sessão online realizada pela Câmara Municipal de Rio Branco nesta terça-feira, 23, o vereador e médico Jakson Ramos voltou a destacar a importância de se manter um nível de isolamento responsável para conter o avanço da pandemia da covid-19. 

“Nós estamos vivendo um momento muito delicado ainda da pandemia. Estamos acompanhando em outros Estados como São Paulo e Rio de Janeiro onde a pandemia estava tendo uma queda do número de casos e que agora começaram novamente a aumentar com a flexibilização do isolamento. Já outros Estados onde a pandemia não tinha chegado ainda em números expressivos, agora estão sofrendo com ela. Isso mostra a importância ainda de se manter um nível de isolamento responsável. Entendemos que condutas divergentes do que os médicos estão pregando vêm expor a população a um risco o qual ela não tem conhecimento da gravidade”, pontuou Ramos.

Há cerca de três meses o vereador já alertava para a falta de leitos e equipamentos necessários para o tratamento de pacientes no Estado. “Eu já falava de uma forma muito efusiva porque àquela época eu estava muito preocupado e hoje ainda estou. Continuo exercendo minhas atividades todos os dias atendendo entre serviço público e privado cerca de 150 pacientes por semana, é um risco muito grande e tento me proteger de todas as formas possíveis, mas a população não sabe exatamente o risco que corre. Infelizmente o nosso sistema de saúde está cheio e ainda não tem leitos suficientes para todas as pessoas”, alerta.

O vereador alertou ainda que é grande o déficit de profissionais, haja vista que centenas de servidores seguem afastados em decorrência de contaminação pela doença. “O governo do Estado acaba de pedir apoio do Ministério da Saúde. Nós temos mais de 500 servidores da saúde afastados, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, além de parte do serviço administrativo que é fundamental para manter o funcionamento das unidades, e isso impacta em todos os setores”, destaca.

Para o vereador, “o poder público precisa encarar de frente essa situação. Entendo que estão fazendo muito, mas estamos enfrentando um problema grave de falta de insumos e medicamentos nas unidades de saúde municipal e estadual. Precisamos otimizar uma estratégia imediata que permita sanar a falta de medicamentos e insumos, pois pessoas estão morrendo”.

Conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, o Acre já lamenta a morte de 321 pessoas, além de 11.810 casos registrados da doença.