A Central de Interpretação de Libras (CIL), que garante as práticas de inclusão social e a assistência a pessoas com deficiência por meio de serviços de interpretação, completou seis anos de atendimento na última quarta-feira,10, em Rio Branco.

A criação da Central é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio da Divisão de Educação Especial, que oferece o atendimento e o acesso de qualidade aos mais diversos tipos de serviços públicos, ampliando a comunicação e interação entre surdos e ouvintes.

As ações são voltadas para pessoas com deficiências auditivas, surdo-cegas e surdas que necessitam de intérpretes em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para acompanhá-las a estabelecimentos e órgãos públicos, como consultórios médicos, audiências judiciais e matrícula nas escolas da rede estadual e municipal de ensino, entre outros.

No entanto, em meio ao distanciamento social causado pela pandemia, o agendamento dos serviços está sendo realizado somente de forma online, por meio das redes sociais da central, pelo endereço de e-mail centralcilac@gmail.com, e também por chamadas de vídeo via web.

Segundo a assessora pedagógica da Divisão de Ensino Especial da SEE, Lindomar Araújo, são feitos em média 70 atendimentos por mês. “Ao longo dos anos, temos buscado direcionar e agilizar a comunicação dessas pessoas com os serviços essenciais, principalmente nesse momento de pandemia”, explica.

Desde sua criação, a CIL adotou o princípio de ser coordenada por uma pessoa surda, como forma de gerar mais identificação nos frequentadores da instituição e de contribuir na comunicação com a população surda.

Tendo como coordenador Reinaldo Mendonça, a CIL já atendeu cerca de 5 mil pessoas com deficiência. Além disso, conta com a parceria de diversas instituições como, Centro de Atendimento ao Surdo (CAS), Associação de Tradutores Intérpretes de Libras do Acre (Astileac) e Universidade Federal do Acre (Ufac).