Quatro presos na Operação Tróia, deflagrada em julho do ano passado pelo Ministério Público (MP-AC) e a Polícia Federal do Acre (PF-AC), foram condenados por integrarem organização criminosa. Em penas somadas, o quarteto foi condenado a mais de 41 anos de prisão em regime fechado.

A Operação Troia foi deflagrada em Rio Branco, em parceria com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE-AC) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-AC. Vinte pessoas foram presas na ação.

Na época, a PF informou que dois advogados haviam sido conduzidos à sede da superintendência da polícia suspeitos de serem mensageiros de presos do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Um deles foi denunciado organização criminosa.

Condenação

O Juízo da Vara Especializada em Delitos de Organização Criminosa condenou Alexandre Silva dos Santos e Wellington Costa Batista a 11 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, e Diones Sampaio da Silva Nascimento e Lenismar de Souza Braga a 9 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado.

O Gaeco ofereceu denúncia contra 25 pessoas, mas a decisão foi desmembrada para facilitar a instrução do processo.

Ainda na denúncia, o MP-AC destacou que o grupo criminoso era responsável por diversos crimes como: tráfico de drogas, roubos, assassinatos, porte e posse de arma de fogo.

Foco da operação

A operação teve como foco desarticular ações de um grupo criminoso no estado e cumpriu 20 mandados de prisão. Ainda foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e três armas foram apreendidas, uma quantia de drogas que ainda não foi contabilizada pela Polícia Federal. Por Aline Nascimento, G1 Acre