A Operação Verde Brasil 2, do Exército, foi prorrogada até o dia 18 de julho. A medida reúne ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais direcionadas ao desmatamento ilegal e focos de incêndio, na Amazônia Legal.

Nesta quinta-feira, 18, no Acre, representantes do governo participaram de uma videoconferência para definir novas estratégias da ação. Entre eles, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Batista, e o subcomandante da Polícia Militar, Luciano Fonseca.

A reunião foi convocada pelo comandante militar da Amazônia, general Estevam de Oliveira, e foi realizada simultaneamente em quatro estados amazônicos: Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas. 

O secretário Milani destacou a importância da atuação das Forças Armadas na Amazônia. “No ano passado conseguimos fazer um trabalho ostensivo com o apoio do Exército, e nessa situação de pandemia é fundamental o monitoramento constante. Temos uma previsão de seca severa para este ano e a prevenção é a melhor maneira de agir”, disse.

A integração com o Exército, de acordo com o secretário, permite expandir a área de atuação e fiscalização no Acre, além de aumentar o efetivo para combater os ilícitos ambientais.

Já o coronel Carlos Batista relatou que uma capacitação de combate a incêndio está programada para o início do mês de julho. “A proposta é capacitar os militares do Exército para atuar também nos trabalhos de resposta e combate aos incêndios florestais. Essa força-tarefa será fundamental, dada a previsão de seca para este ano”, disse.

O comandante do 4º Batalhão de Infantaria e Selva (4º BIS), coronel Wellington Prates, afirmou que a integração entre as instituições é imprescindível para o sucesso da operação. No Acre as ações estão sendo planejadas em conjunto com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Sema e Polícia Federal.