O governo do Estado, por meio da Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa), se reuniu esta semana com representantes de 20 famílias do Projeto de Assentamento Santa Luzia, no Ramal da Preguiça, em Cruzeiro do Sul, para planejar o plantio de 60 hectares de mandioca que vão ajudar a viabilizar uma agroindústria de farinha recém-instalada na região.

O produtor rural José do Nascimento Araujo, o Lira, morador do ramal, foi um dos beneficiados pelo Estado na distribuição dos kits de agroindústria de farinha, fazendo parte do Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socioeconômica do Acre (Proser). Em 2019, ele recebeu todos os equipamentos que já seguem instalados em sua propriedade.

O kit de agroindústria de farinha é capaz de fazer em apenas oito horas a produção de três dias de uma casa da farinha padrão, elevando a qualidade. Com o Programa, Lira viu sua produção sair de 8 sacas por dia para 13. Aos 45 anos, trabalhando com agricultura desde os 13 e envolvendo hoje cinco dos sete filhos na produção de farinha, ele conta como o kit tem mudado sua vida e espera poder envolver muito mais famílias na produção.

“Tem sido um resultado muito bom. Quando eu recebi esse material, nem eu acreditava que ia fazer uma farinha boa, de qualidade,mas tem sido excelente. É um projeto muito bom do governo que tem que olhar pro pequeno agricultor. Agora estamos buscando soluções para aumentar a plantação, porque vamos precisar de mais. Eu tenho só seis hectares aqui. É pouco”, conta o produtor.

O secretário de Produção e Agronegócio, Edivan Azevedo, reforça que projetos como esse vão em direção ao principal objetivo do governador Gladson Cameli, de desenvolver o Acre junto ao agronegócio.

“Mesmo em tempos de pandemia, o governo do Estado não tem parado. Seguimos com projetos de inclusão, soluções para as dificuldades de nossos produtores e apoiando o escoamento segundo as determinações do governador Gladson Cameli. E apoiar projetos como esses, que valorizam os pequenos produtores, é um dos nossos principais destaques”, destaca o secretário.

O aumento da produção de mandioca na região conta ainda com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A coordenadora do escritório da Sepa em Cruzeiro do Sul, Maria Gleiciane, reforça: “Esse é um projeto Público-Privado-Comunitário (PPC). Público porque é o governo que seleciona e doa o kit da agroindústria, mas que possui uma contrapartida do produtor e que envolve ainda toda a redondeza dessa produção, porque a necessidade de insumos é importante para a demanda. Todos saem ganhando”.