Assessoria – Com o isolamento social adotado durante pandemia do novo coronavírus, a vulnerabilidade da mulher vítima de violência doméstica se acentuou, já que os episódios se tornaram ainda mais constantes. Por esta razão, a Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM)  órgãos públicos, além de empresas do ramo farmacêutico e outras instituições, se reuniram nesta terça-feira, 2, para debater sobre o assunto.

A reunião foi realizada por videoconferência com a finalidade de encontrar meios de auxiliar as mulheres que são vítimas de violência doméstica e contou com a participação do Ministério Público Estadual (MPE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AC), Conselho Regional de Farmácias, Tribunal de Justiça do Estado Acre (TJAC), empresários do ramo de farmácias e SEASDHM.

A ampliação da divulgação dos canais de atendimento e denúncia, com cartazes, panfletos e propagandas nos estabelecimentos, foi uma das principais sugestões feita pelo grupo. Além disso, os participantes falaram sobre a possibilidade de capacitar farmacêuticos e funcionários de farmácias para serem aptos a identificar a mulher vítima de violência.

“A adesão do Conselho Regional de Farmácias faz parte do nosso objetivo social de envolver diversas instituições públicas e privadas, e empresários locais no combate à violência doméstica e familiar durante o período da pandemia. Estamos redesenhando as ações da SEASDHM de forma que possamos alcançar as mulheres de todos os níveis sociais, tendo em vista que grande parte da nossa população não tem acesso facilitado aos meios de comunicação e internet”, enfatiza a secretária de Estado, Ana Paula Lima.

Os atendentes de farmácias e drogarias receberão tutorial com as orientações necessárias ao atendimento da vítima e acionamento da polícia, de acordo com protocolo preestabelecido. “Enxergamos o conselho como o principal aliado dessa campanha. Essa será a nossa preocupação, proporcionar às mulheres todo o contexto de segurança e apoio”, enfatiza o diretor executivo do Conselho Regional de Farmácia, Robson Fugihara.

A diretora de Políticas para as Mulheres, Isnailda Gondim, destaca a importância dos estabelecimentos aderirem a essa campanha que tem como o propósito ampliar a divulgação dos canais de denúncia. “A adesão de redes de supermercados e do Conselho Regional de Farmácias é de suma importância para que essas mulheres tenham acesso aos canais de denúncia, por meio dos cartazes informativos que serão disponibilizados nas vitrines das farmácias, como forma de combater a violência contra a mulher”, salienta a diretora.