A 2ª Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro do Sul, manteve a condenação de mais de 270 anos dos seis acusados de matar o policial militar Marcos Roberto Araújo do Nascimento, em dezembro de 2014.

O militar foi morto durante um assalto à casa de um empresário que foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 344 mil à família.

A apelação criminal foi julgada no último dia 21. O grupo foi condenado em 2017 por latrocínio contra o PM e tentativa de latrocínio contra o empresário. Alguns também foram enquadrados por porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha.

A filha do PM, Amanda Uchoa, disse que a manutenção da condenação traz certo alívio para a família por saberem que a justiça está sendo feita.

“Também nos conforta saber que eles continuarão presos, e que outros pais de família, cidadãos de bem não terão vida tirada por eles. Já por outro lado, o sentimento de tristeza ainda permanece porque nada trará nosso pai de volta”, lamentou.

A reportagem tentou contato com os três advogados citados no processo, mas não conseguiu resposta até a última atualização desta matéria.

Acusado foragido

Um dos acusados da morte do PM é José Valdenes Viana da Silva, conhecido como Rambo, que pegou 48 anos de prisão, mas está foragido do Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, desde janeiro deste ano.

Rambo foi um dos 26 presos do pavilhão L que fugiu depois que fizeram um buraco na parede da cela, improvisaram cordas com lençóis e pularam o muro.

Crime

Na época do crime, o policial fazia “bico” de segurança para pagar a faculdade dos filhos. A vítima dirigia o carro do empresário e, ao chegarem na residência, foram surpreendidos pelos assaltantes.

O empresário estava com o valor de R$ 80 mil em dinheiro, que havia recebido de uma dívida, além de cheques e o apurado do dia. O policial foi atingido pelas costas e teve a arma levada pelos bandidos.

Em outubro de 2017, a Justiça acreana condenou Michael Douglas Vieira Pinheiro a 47 anos, um mês e 10 dias; José Valdenes Viana da Silva a 48 anos, 7 meses e 10 dias; João Vitor Ferreira da Silva a 50 anos, 9 meses e 10 dias; Eurico Mendes do Nascimento a 50 anos; Sérgio Oliveira de França também pegou 50 anos e, por fim, Francisco Altemir da Silva, a 29 anos, 3 meses e 10 dias.

O crime causou comoção na cidade na época. Centenas de pessoas acompanharam a chegada dos acusados na delegacia da cidade. Sérgio França foi apontado por ter armado o assalto à casa do empresário.

A Polícia Civil chegou a dizer, na época, que o acusado tomou café com o empresário no mesmo dia em que cometeria o crime. Por Aline Nascimento, G1 Acre