Augusto Aras, Jair Bolsonaro e Celso de Mello (Foto: PR | STF)

A Procuradoria-Geral da República, comandada por Augusto Aras, se manifestou contra o pedido feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello para apreender os celulares de Jair Bolsonaro e do seu filho Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, no inquérito que apura interferência política na Polícia Federal.

Aras foi indicado por Bolsonaro à PGR, mas não integrava a lista tríplice do Ministério Público. 

Em despachos enviados no último dia 21 à Procuradoria, o ministro Celso de Mello ressaltou ser dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo'”.

Em coletiva de imprensa no dia 24 de abril, o então ministro da Justiça Sérgio Moro apontou crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro dizendo que ele queria interferir na PF.

O ex-juiz anunciou a demissão naquele dia após o seu então chefe exonerar Mauricio Valeixo da Diretoria-Geral da corporação. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.