O serviço de Teleconsulta que foi implantado pela Prefeitura de Rio Branco para atender a demanda de consultas ambulatórias, que está represada em virtude das medidas de controle da pandemia de covid-19, já realizou 2.349 atendimentos em menos de uma semana, ou seja, do dia 18, quando entrou em funcionamento, até a tarde da quinta-feira, 21.

A Teleconsulta acontece através de dois canais: via telefone, através do número 3216-2400 ou através de chat no seguintes endereços: SaudeRB (Facebook), @SaudeRB_bot (Twitter) e www.riobranco.ac.gov.br (Portal da Prefeitura de Rio Branco). O usuário terá atendimento pré-clinico, suporte assistencial, consultas, monitoramento e diagnóstico, de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 19 horas, e solicitar a consulta.

Os atendimentos via chat se somaram 187 (175 acompanhados por teleatendentes e 12 acompanhados por profissionais de saúde. Já os atendimentos via telefone (voz) foram no total de 2162 (1332 gerados/recebidos por teleatendentes e 830 gerados/recebidos por profissionais de saúde).

Estratégias de contenção da propagação do novo coronavírus

Em meados de março, a Prefeitura deu início a outras estratégias de contenção da propagação do novo coronavírus na capital, considerando a divulgação da confirmação dos primeiros casos. Uma das primeiras medias tomadas foi a instalação, na rodoviária internacional de Rio Branco, barreira sanitária que monitora a entrada de pessoas na cidade.

Até esta sexta-feira, foram monitoradas a entrada de 3.517 pessoas. Destas, 35 pessoas apresentaram sintomas e 629 foram recomendadas a ficarem em quarentena voluntária.

Como resultado das ações, foram fiscalizados nesse período pela Vigilância Sanitária 290 estabelecimentos com seis interdições.

Foram intensificadas as ações nas empresas de ônibus com o trabalho de orientação de como proceder com a limpeza dos transportes coletivos.

Todas as funerárias foram orientadas como proceder a respeito do adequado manuseio dos corpos, em caso de óbitos confirmados ou suspeito da covid- 19.

Outra medida importante foi a fiscalizações nas casas de acolhimento Souza Araújo e Lar dos Vicentinos, orientando os internos para proceder de maneira corretar com as medidas de proteção durante a pandemia.

Fiscalização nas regionais

Também na segunda-feira, iniciou-se uma ação de fiscalização de todas as regionais de Rio Branco. Todos os dias, exceto os domingos, quatro equipes de auditores fiscais sanitários que percorrem essas localidades fazendo valer o cumprimento do decreto n° 5.496/2020.

A covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com covid-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos, e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

O vírus SARS-CoV-2 é transmitido de pessoa a pessoa, por meio de gotículas de saliva ou secreção nasal quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. No momento, não existem vacinas ou tratamentos específicos para a covid-19. No entanto, existem muitos ensaios clínicos em andamento avaliando possíveis tratamentos.

A vigilância orienta toda a rede municipal de serviços de Atenção à Saúde do SUS para atuação na identificação, notificação, registro, coleta de amostras, investigação laboratorial, manejo e medidas de prevenção e controle, através da divulgação das ações e medidas de contenção da propagação do vírus em cada cenário da evolução local da doença.

A partir das ações de vigilância epidemiológica foram estabelecidas diversas ações importantes na condução da pandemia em nossa capital, como:

• Critérios para a notificação e registro de casos suspeitos em serviços de saúde, públicos e/ou privados;

• Procedimentos para investigação laboratorial;

• Acompanhamento de casos suspeitos e positivos;

• Inspeção e orientação de instituições, estabelecimentos e mesmo domicílio sobre o controle da contaminação e a indicação de isolamento dos suspeitos e confirmados;

• Orientações de vigilância epidemiológica através do atendimento a denúncias;

• Transporte de amostras e notificação no eSUS;

• Assessoramento técnico dos serviços de saúde municipal;

• Investigação de óbitos;

• Monitoramento dos dados;

• Produção do boletim epidemiológico – COVID 19;

• Elaboração e divulgação de notas técnicas e normas recentes sobre COVID 19: Testagem, condução clínica, fluxos de serviços, uso de EPIs;

• Estabelecimento de medidas de prevenção e controle.