Um servidor da Secretaria da Fazenda do (Sefaz), que tira plantão no Posto Fiscal Tucandeira, no km 115 da BR-364, na saída de Rio Branco, que não quis se identificar, fez uma denúncia ao G1, nesta sexta-feira (15), dizendo que a Sefaz não está fornecendo Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Ele afirma ainda que os EPIs que estão sendo usados foram comprados pelos próprios servidores.

A Sefaz informou, por meio de nota, que a secretaria está tomando todos cuidados nos postos e unidades fiscais e que os servidores lotados no Posto Fiscal da Tucandeira receberam materiais para prevenção, como máscaras e álcool em gel.

No posto passam caminhoneiros, carros e parte da mercadoria que chega ao Acre. Devido à pandemia, há uma barreira com a presença das polícias Civil, Militar (PM-AC) e Rodoviária Federal (PRF-AC), além da Sefaz, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e outros órgãos fiscalizadores que restringem a entrada e saída de pessoas no estado.

“Foram dadas máscaras de pano uma vez só, os servidores que têm que levar. Álcool também compramos. Afastaram um servidor com suspeita [Covid-19] depois que pedimos, mas o pessoal da equipe dele não foi afastado. Não estão em quarentena”, criticou.

Sem desinfecção

Outro problema enfrentado pelas equipes seria a falta de desinfecção no local. No último dia 7, um grupo de peruanos foi impedido de entrar no Acre para seguir viagem para o Peru e ficou ‘preso’ no posto.

No dia seguinte, 8 de maio, os imigrantes conseguiram autorização para seguir viagem e foram escoltados até o município de Assis Brasil, no interior, pela PRF-AC.

Segundo o servidor, uma desinfecção deveria ter sido feita no local após a saída dos imigrantes, uma vez que o grupo vinha de outro estado. “Lá é um ambiente fechado, se não souber quem está [infectado] e não tirar vai só aumentar. Para ir vamos dentro de um ônibus, para voltar também”, afirmou.

Sobre a desinfecção, a secretaria afirmou que um dia depois (9/5) da saída do ônibus que estava parado no posto foi feita uma desinfecção.

Preocupado, o servidor disse que não é feita a aferição da temperatura dos caminhoneiros e outras pessoas que precisam entrar no estado por falta do equipamentos necessários.

“Não podemos deixar de trabalhar, mas desse jeito fica difícil. Entra de tudo no estado e passa por nós, caminhoneiros, notas e gente de viagens são parados. A Vigilância pede para lavarem as mãos”, lamentou.

Confira a nota da Sefaz na íntegra:

Diante do questionamento levantado, a Secretaria de Estado da Fazenda do Acre vem a público esclarecer a respeito dos serviços de desinfecção e limpeza ocorridos no Posto Fiscal da Tucandeira após a estadia do grupo de 50 peruanos no local.

A Sefaz informa que os devidos cuidados foram tomados, uma equipe de limpeza esteve no local no dia seguinte após a saída do grupo (09/05), onde ocorreu o serviço de higienização, contando, inclusive, com a presença de uma equipe da Vigilância Sanitária.

Esta Secretaria informa ainda que o grupo não transitou por toda a extensão do posto, se limitando a ficar em um local específico, devidamente limpo e seguro para todos.

A fim de manter o controle e a segurança de seus servidores, a Sefaz solicitou recentemente, junto à Secretaria de Saúde, a disponibilização de testes rápidos para a detecção da Covid-19 para servidores tanto da Sede quanto do posto Tucandeira.

Por fim, a Secretaria da Fazenda esclarece que todos os cuidados estão sendo tomados nos postos e unidades fiscais por esta administrados e destaca ainda que os servidores lotados no Posto Fiscal da Tucandeira sempre receberam materiais para prevenção, como máscaras e álcool em gel.

Por Aline Nascimento, G1 Acre