Assessoria – Em reunião realizada nesta quarta-feira, 13, na Casa Civil, com a participação de representantes do Meio Ambiente do Estado por meio de videoconferência, foram definidas estratégias para evitar a propagação de fumaça, fato que todos os anos leva milhares de acreanos ao hospital por problemas respiratórios.

É consenso entre governo e prefeituras que o período de seca esse ano pode se tornar ainda mais preocupante com a presença da Covid-19 no estado.

O chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, coordenou a reunião que iniciou com a fala do subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos. Ele enfatizou a importância da centralização das informações sobre o combate às queimadas e destacou o Disque-Denúncia por meio do número 193 para os atendimentos emergenciais relacionados às queimadas.

Para otimizar o fluxo de informações e a parceria, Ribamar Trindade propôs a elaboração de um Termo de Cooperação Técnica entre o Estado e a Prefeitura de Rio Branco.

A Casa Civil solicitou, ainda, que as demais prefeituras, por meio da articulação da Associação dos Municípios do Acre (Amac), também recebam informações técnicas sobre o desmatamento ilegal e as queimadas para tomar as providências cabíveis e adotarem medidas similares.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, propôs a integração dos planos de ação do Corpo de Bombeiros, Casa Civil, Meio Ambiente e Prefeitura. “Já temos o Comitê de Meio Ambiente que congrega todas essas instituições.

Ele garantiu que a Sema está à disposição para subsidiar com informações geoespaciais, do próprio Cadastro Ambiental Rural (CAR), com a devida autorização do governo federal, além de relatórios diários de queimadas e qualidade do ar”, afirmou Israel.

A campanha contra queimadas também está para ser lançada nas mídias, lembrou a secretária de Estado de Comunicação, Silvânia Pinheiro.

O secretário de Meio Ambiente de Rio Branco, Aberson Carvalho, disse que já deu início às operações do combate às queimadas em Rio Branco, realizando a limpeza de ruas e quintais, com plantões nas áreas urbanas e cinturão verde. “Mas o apoio do Estado nesse processo é fundamental para fornecer informações quanto a necessidade de identificar os proprietários das áreas que estão sendo degradadas”, solicitou.

Participaram da reunião, ainda, a diretora-executiva da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Vera Reis; o diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem; o diretor-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Érico Barboza; o comandante do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), major Kleison Oliveira de Albuquerque, entre outros representantes do Estado e município de Rio Branco.

Centro Integrado

O Governo do Estado, por meio da Sema, criou no início do ano passado o Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental que reúne a Sala de Situação, a Unidade Central de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Ucegeo), o escritório do CAR/PRA e a Divisão de Geoprocessamento do Imac.

Para colaborar com o monitoramento das queimadas em Rio Branco, o governo já forneceu informações do mês de abril sobre cicatrizes de fogo na região da Cidade do Povo e também do dia 11 de maio, na região central de Rio Branco e Segundo Distrito. Os valores registrados são superiores a 70 hectares de degradação causada pelo fogo.

Oito técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (Semeia) participaram de uma formação em ferramentas geoespaciais, especificamente para monitoramento de desmatamento e queimadas, incluindo softwares livres como o QGIS. A formação aconteceu no ano passado, no centro integrado da Sema.

Ações de Inteligência

As informações produzidas pela equipe do centro integrado estão subsidiando as ações de comando e controle em andamento no interior do estado, que inclusive contam com a participação do Exército Brasileiro e Polícia Federal, articulação possível devido ao decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) da Presidência da República para ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal e ao combate a focos de incêndio.