Assessoria – Para manter a segurança pública do estado, policiais militares, civis, penais, bombeiros militares e agentes socioeducativos estão na linha frente da batalha. Assim como os profissionais da saúde, eles também têm contato com várias pessoas cotidianamente e, por isso, fazem parte do grupo de profissionais que mais se expõem ao coronavírus, durante a pandemia.

Apesar do elevado número de operadores da segurança contaminados pela doença, as ações integradas de segurança pública, que tomaram força desde de dezembro do ano passado, não podem parar e a redução dos índices em todos os tipos de crimes praticados no estado é visível. Ações essas que, além dos resultados positivos, vêm mantendo a ordem pública não só na capital acreana, bem como no interior.

De acordo com o secretário Paulo Cézar Santos, os operadores da segurança enfrentam uma luta árdua e diária, tendo que lidar com o combate contra o novo coronavírus, além do combate à criminalidade.

“Não temos medido esforços para amparar a vida de cada um dos profissionais do sistema de segurança pública, bem como manter o estado com baixos índices de violência. Pedimos a sensibilização de toda a população para que fique em casa como forma de resguardar também a vida desses guerreiros, que vêm sendo cada vez mais afetados pela Covid-19”, completou.

O Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), tem se preocupado com a saúde desses profissionais e já distribuiu desde o início da pandemia mais de 30 mil máscaras descartáveis, 10 mil de tecido (que serão distribuídas a partir desta terça-feira, 12), 30 mil luvas, 100 litros de álcool em gel e 10 mil garrafas de 500 ml de álcool líquido 70% para as forças de segurança do estado. Todos esses equipamentos de proteção individual (EPIs) são frutos de transferências de recursos fundo a fundo da Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp para a Sejusp.

Mesmo com todos os cuidados de prevenção e distribuição desses materiais de proteção, atualmente 603 profissionais da segurança pública foram afetados pela Covid-19, considerando os que estão afastados do serviço público por integrarem o grupo de risco, os casos em análise e os que testaram positivo, já excluídos os que foram curados e retornaram ao trabalho. Um total de 129 testaram positivo para a doença e 36 já foram curados.