A redação do site 3 de Julho Notícias recebeu uma denúncia de um morador do município de Jordão referente a prática de crime de peculato de uso envolvendo a prefeitura do município, administrada atualmente pelo prefeito Élson de Lima Farias (PCdoB).

Trata-se de uma das embarcações da prefeitura de Jordão que está sendo usada para fins particulares, precisamente transportando gados de maneira bem explícita, como se não fosse crime nenhum (veja nas fotos abaixo).

De acordo com o Art. 312. do código penal. “Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa”. E aparentemente é o que vem acontecendo na prefeitura de Jordão quanto a embarcação sendo utilizada para fins próprios.

Vale ressaltar que essa conduta da prática de peculato de uso, obviamente configura-se em improbidade administrativa, podendo o gestor perder seu mandato por conta do ocorrido.

Os questionamentos do momento são. Será que a prefeitura está criando gado? A autarquia tem fazendas? Cadê o Ministério Público que não se manifesta diante desta situações? É hora de despertar, punir e penalizar os responsáveis por este desmando com o patrimônio público. Medidas precisam ser tomadas, quanto a esta questão.

A outra versão dos fatos

A redação do site 3 de Julho Notícias entrou em contato com o prefeito Élson Farias para saber sua versão desta situação. Por telefone, o gestor afirmou que os barcos mencionados na matéria foram adquiridos pela prefeitura e em seguida doados para quatro comunidades sendo elas: Comunidade do Guaramirante, Comunidade do Tabocal, Comunidade do São Luiz e Comunidade do Camuci, no Rio Muru.

De acordo com o gestor, as quatro embarcações, após serem entregues para as comunidades, a prefeitura deixou de ser responsável e as comunidades são quem respondem por elas. E deveriam ser usadas para o transporte agricultura familiar. Se foi carregado bois, não é mais responsabilidade da prefeitura.