O sindicato dos bancários com auxílio de 8 voluntários foram as ruas fazer o que o poder público está se negando a fazer, há quase dois meses o sindicato vem pedindo ao governador do Estado que acabe com as aglomerações nas portas das agências bancárias e endureça as regras de isolamento social, mas de forma irresponsável as ações do governo caminham na contramão das orientações sanitárias.

“Organizamos quase 1km de fila numa das maiores agências bancárias da região norte, são mais de mil pessoas atendidas por dia, isso aumenta a necessidade de intervenção do Estado, pois um trabalhador com Coronavírus nessa agência pode representar centenas de clientes e usuários infectados”, disse Eudo Rafael, presidente do Sindicato.

O presidente do Sindicato diz que a única coisa que o governo fez até aqui foi mover ação contra o sindicato, por estar fazendo alerta as pessoas.

“Após a ação do sindicato ser noticiada pela imprensa, em poucos minutos apareceram equipes do Procon, da fiscalização municipal e da PM, vale lembrar que antes de tomar essa decisão, extrema em época de pandemia, nós já tínhamos buscado todas essas instâncias de poder, prefeitura, governo e polícia militar e a única resposta que tivemos foi um processo por dano moral que o governador está movendo contra o Sindicato dos Bancários.

Os militantes estavam devidamente identificados e utilizando todos os equipamentos de proteção individual, ” declarou.

O sindicato não pretende retomar esse tipo de ação, mas o poder público precisa fechar as ruas e organizar as filas para que a população possa receber o auxílio emergencial sem a necessidade de se expor tanto.

Os bancários precisam trabalhar com segurança e dentro das instituições bancárias, com garantia de EPI’s, desinfecção constante dos ambientes e equipamentos, aglomeração numa proporção de no máximo 3 clientes para cada atendente dentro do mesmo espaço respeitando distanciamento de 4 metros diametralmente, é necessário garantir o revezamento para os trabalhadores do setor bancário, prioridade nos testes, entre outras ações de urgência, finalizou.