A deputada estadual Maria Antônia (PROS) e o ex-prefeito Dêda, vem através desta nota, parabenizar os municípios de: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Porto Acre, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus por mais um ano de emancipação e história, onde contribuem para a formação do estado.

“Aqui quero parabenizar os moradores dos dez municípios, em especial Rodrigues Alves, no qual meu esposo foi prefeito por dois mandatos, compões o nosso estado, no qual eu tenho muito carinho. São 28 anos de muitas conquistas, apesar de ser uma data para se comemorar, lamentamos por não podermos nos reunir para comemorarmos juntos, pois a pandemia que tem assolado o mundo está nos privando de muitas coisas, mas não devemos desanimar e manter sempre a esperança e fé, parabéns a todos”, destacou a parlamentar.

Municípios relativamente recentes, mas importantes na história do Acre, alguns deles nasceram a partir do desmembramento de outras cidades. É o caso de Acrelândia, criada após a divisão de Plácido de Castro e Senador Guiomard, além de Epitaciolândia, separada de Brasileia, e Marechal Thaumaturgo, que se separou de Cruzeiro do Sul.

Epitaciolândia

A sede se estabeleceu nas terras do antigo Seringal Bela Flor, na margem direita do rio Acre. Em 1992, a partir de uma divisão do município de Brasileia, foi elevada a categoria de município, mas com as duas sedes separadas apenas por um rio. Sua área urbana também é contígua com a cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia. Estas três cidades juntas abrigam uma população de cerca de 50 mil habitantes, sendo que as duas brasileiras formam o terceiro conglomerado urbano do Estado do Acre.

O nome Epitaciolândia se originou da junção do nome Epitácio – em homenagem ao Presidente da República, Epitácio Pessoa – e o sufixo lândia, que significa “terra de…”. Representa a época em que a localidade passou a categoria de Vila Epitácio Pessoa.

Por volta do ano de 1958, a vila se desenvolveu para um pequeno vilarejo, com locais comerciais, igrejas e escolas. Posteriormente, se instalaram a Subdelegacia, a Subprefeitura, a 4ª Companhia Especial de Fronteira, o Campo de Aviação e o posto de fiscalização de tributos na fronteira.

A Vila Epitácio Pessoa adquiriu, então, condições para se transformar em município. Na gestão do governador Edmundo Pinto, amparado pela lei que criou dez novos municípios no Estado do Acre. Atualmente são 22 municípios. No dia 13 de abril de 1992 realizou-se um plebiscito sobre a criação do município, o qual a população da vila foi convidada a votar, direta e secretamente. A população decidiu, com um percentual de 95% dos votos válidos, pelo “Sim” à sua emancipação política e administrativa. Epitaciolândia tornou-se município, respaldado pela lei no 1.026/92, de 28 de abril de 1992.

Bujari

O município de Bujari originou-se no início de 1968/1969, por remanescentes indígenas que se integraram a sociedade ali instalada, com a construção da BR 364, trecho Rio Branco/Sena Madureira. Povoado elevado à categoria de Vila, em 1986. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bujari, pela Lei Estadual nº 1031, de 28 de abril de 1992, alterado pela Lei Estadual nº 1066, de 9 de dezembro de 1992, que o desmembrou de Rio Branco, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Bujari está localizada a 23 km de Rio Branco (capital e a maior cidade do Estado). A cidade tem população estimada para o ano de 2018 em 10111.

Acrelândia

A primeira cidade planejada do Acre foi elevada a categoria de município através da lei estadual n° 1.025, de 28 de abril de 1992, criado a partir do desmembramento de partes dos municípios de Plácido de Castro e Senador Guiomard.

Com o slogan de a Princesinha do Acre, Acrelândia alcançou um grande desenvolvimento agrícola e teve um aumento populacional significativo proveniente de migrações recentes oriundas do centro-sul e sul do Brasil, mas ainda é um município que está em fase de crescimento nas áreas de educação, saúde, agricultura e infraestrutura, como todo o Estado do Acre.

Capixaba

Durante as primeiras migrações no começo do século 20 chegou uma família de Espírito Santo com uma serraria manual, conhecida como Pica-Pau no então Seringal Gavião no km 77 de Rio Branco.

A moradia desta família foi nomeada pelos vizinhos de Serraria do Capixaba. Num plebiscito realizado para a escolha de um novo nome, Vila Capixaba ou Vila Santo Antônio (Padroeiro da cidade), votava a comunidade colocando na urna um caroço de milho quem queria o nome Vila Santo Antônio, e um caroço de feijão quem preferia Vila Capixaba.

Após a contagem dos grãos, ao final da votação, ganhou o feijão. Hoje o nome oficial é Município de Capixaba. O município de Capixaba foi criado no dia 28 de fevereiro de 1992 pela Lei 1.096, diante do desenvolvimento das área municipais vizinhas de Rio Branco e Xapuri.

Jordão

O Jordão originou-se no período áureo da borracha, o pequeno município tem a maior altitude no Estado, com 278 metros. A Vila Jordão só ganhou o status de município no dia 28 de abril de 1992, quando, por força da lei 1.034, teve seu território de 6.695,5 km² desmembrado de Tarauacá.

Foi o oitavo município a ser visitado pela Caravana de Cultura e Humanização, no último fim de semana. Durante a passagem da caravana, sua equipe realiza o levantamento histórico das cidades, a fim de garantir a visibilidade de pessoas, seus bens materiais e imateriais, estabelecendo com a comunidade um canal de comunicação por meio da oficina de comunicação patrimonial.

A cidade tem características peculiares que são destacadas pelos moradores. Uma delas é a localização, no encontro dos rios Jordão e Tarauacá, fato que chama atenção de quem visita o local. Outro aspecto é a concentração de índios kaxinawá, que representam um total de 30% da população, agrupados em mais de 30 aldeias em três terras indígenas: Seringal Independência (Rio Tarauacá), baixo Rio Jordão e Alto Rio Jordão.

Marechal Thaumaturgo

O município de Marechal Thaumaturgo originou-se do Seringal Minas Gerais, em terras ocupadas por seringueiros brasileiros, invasores de terras peruanas a partir de política expansionista financiada pelo Governo do Amazonas. A sede do município situa-se à margem esquerda do rio Juruá, na foz do rio Amônia.

Nas confluências das águas do Rio Juruá com o Rio Amônia se escreveu o ultimo capitulo da Revolução Acreana, quando, no dia 05 de novembro de 1904, audazes militares e civis brasileiros liderados ordenados por Thaumaturgo Gregório de Azevedo e liderados pelo Capitão Francisco D’Ávila e Silva derrotavam tropas peruanas que tentavam se apossar das terras da Foz do Rio Breu até a Foz do Rio Amônia.

A cidade e o Município de Marechal Thaumaturgo só vieram existir oficialmente muitos anos depois, em especifico no dia 28 de Abril de 1992 – com instalação no dia 01 de Janeiro de 1993. História e fato que faz desse recanto de Brasil umas das mais antigas cidades do Acre, por direito histórico – quase da mesma idade de Cruzeiro do Sul e Sena Madureira.

Hoje, passado mais de um século do histórico conflito armado, o Thaumaturguense muito se orgulha de sua história – de ter lutado para ser acreano, assim como o Acre lutou para ser território brasileiro.

Porto Walter

Porto Walter é um município brasileiro localizado no interior do estado do Acre. Sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 10 453 habitantes em 2014. É uma das poucas colônias de imigrantes alemães no norte do país. Porto Walter é uma cidade de Estado do Acre. Os habitantes se chamam portowaltenses.

Os primeiros habitantes a residirem no município foram os índios das naçõesArara, Náuas, Amoaças, Kampas, Kulinas e Catianos, que até hoje se encontram na região. No final do século XIX começou a chegar o homem branco, vindo principalmente do nordeste atraído pela extração do látex da seringueira, principal produto econômico da região.

Porto Walter, antes de ser município era formado pelos seringais: Tavares de Lira, Humaitá e Cruzeiro do Vale, congregando grande número de brasileiros, (na maioria nordestinos), até mesmo estrangeiros, em busaca de riquezas trazidas pela borracha. Em 1910, aportou ao município um batelão de grande porte, comandado pelo Coronel Absolon de Souza Moreira, que fixou residência na parte mais alta da terra firme.

Foi ele que iniciou o desbravamento desta região. Em seqüência apropriou-se de grande soma de hectares de terras que dividiu com os amigos que chegaram posteriormente. Atualmente o município denomina-se Porto Walter, em homenagem ao antigo morador Walter de Carvalho.

Porto Acre

Em 1899, o Acre pertencia à Bolívia e a atual localidade de Porto Acre foi denominada Puerto Alonso. Naquele ano, Luis Gálvez Rodríguez de Arias expulsou os bolivianos e declarou independência à República do Acre. Ele renomeou Puerto Alonso para Cidade do Acre e essa se tornou a sede do novo estado. O País do Acre criou uma bandeira, cunhou sua própria moeda, redigiu uma constituição, nomeou ministros e formou um exército. No entanto, Galvez foi deposto e preso depois de alguns meses e os bolivianos recuperaram o controle.

No início de 1902, José Plácido de Castro aceitou um convite para liderar uma revolta contra a Bolívia. Ele pegou um barco pelo Rio Acre, ostensivamente para realizar levantamentos de terra no sul do Acre, mas ao mesmo tempo, carregado de armas e munições. Ele parou brevemente em Puerto Alonso para encontrar o governador boliviano Lino Romero e avaliar seu futuro oponente. No sul do Acre, ele comandou os seringueiros e outros habitantes para a revolta. Ele então retornou ao Brasil, passando por fora de Puerto Alonso para evitar alertar os bolivianos.

Porto Acre foi criado em 1993 por desmembramento do município de Rio Branco. Até o fim do século XIX fazia parte do território boliviano, cuja soberania era reconhecida pelo Brasil. Porto Acre chamava-se então Puerto Alonso e era sede do consulado do Brasil na região. Durante a Revolução Acriana foi um local importantes batalhas, e também capital da República do Acre, dissolvida posteriormente.

Rodrigues Alves

Município foi fundado em 1992, com desmembramento de outros territórios. Para comemorar a data, prefeitura idealizou I Festival da Banana. A cidade foi uma das últimas criadas no estado, somente no ano de 1992, lembra o historiador Marcos Vinícius Neves. Apesar de jovem, o local possui um processo de ocupação mais antigo e com características peculiares aos outros do Vale de Juruá.

O pesquisador Ernilson Saraiva, morador de Rodrigues Alves, afirma que os primeiros indícios dos habitantes datam do ano de 1867. Porém, em 1884, aportaram no Estirão dos Náuas pernambucanos que exploravam a região do Juruá.

Santa Rosa do Purus

Santa Rosa do Purus é um município brasileiro que fica localizado no centro do estado do Acre. A população de Santa Rosa do Purus em 2007 era de 3 948 habitantes e a sua área é de 5 981 km² (0,7 hab./km²). É limitada ao sul com o Peru, a leste com o município de Manoel Urbano e a oeste com o município de Feijó.

O município, juntamente com os seus vizinhos, Manuel Urbano e Sena Madureira faz parte da Regional do Alto Purus.[5] A presença do estado é tão reduzida, que os habitantes deste município se queixam de viver exilados. O ponto de entrada do rio Purus no Brasil dá-se neste município. A região é povoada por uma grande diversidade ao nível da fauna e da flora, existindo espécies em via de extinção, tais como a onça pintada, ojacaré-açu e a ararinha azul.

As principais atividades econômicas de Santa Rosa dos Purus ainda são a caça e a pesca de subsistência, não havendo, por enquanto, sinais de que estas atividades estejam a prejudicar o meio ambiente. De modo a oferecer condições mínimas à guarda fronteiriça, o exército começou a construção de instalações médicas e de um aeródromo para aviões de grande porte.