Portal do Rosas – Em 2016, quando o Estado passava por grave problema para fechar as suas contas, o então governador Tião Viana cortou o seu salário e da vice-governadora Nazaré Araújo em 20%.

O corte no bolso também atingiu os salários dos secretários, assessores, diretores e demais ocupantes de cargos comissionados.

Quatro anos depois, o governador Gladson Cameli encontra-se diante de uma crise financeira e no meio de uma pandemia mundial, que impactou na economia e, inevitavelmente, já fazer cair a receita estadual.

Mas, ao contrário do seu antecessor, Cameli não demonstra disposição de cortar na própria carne para reduzir o seu salário, do seu vice-governador e dos demais integrantes da equipe.

A carne a ser atingida, segundo divulgado na imprensa, será a dos servidores público, que terão as suas vantagens salariais suspensas. 

As medidas a serem adotadas estão é oficio enviado pelo secretário de Administração e Planejamento, Ricardo Brandão, aos demais membros do governo.

Segundo o ofício,  faz-se necessária a adoção de medidas a fim de reduzir as despesas com a folha de pagamento de pessoal, para que os recursos sejam aplicados, prioritariamente, na área da saúde pública. 

“Assim, neste período em que o expediente administrativo está singularizado, tem-se que o fato gerador de determinadas verbas claramente estão ausentes, de modo que compete ao gestor retirá-las até que sobrevenha o retorno do servidor, com o consequente desenvolvimento da atividade que justifique o pagamento”, diz o secretário.

A propósito, segundo Brandão,  em consulta formulada à Procuradoria-Geral do Estado quanto à legalidade da suspensão do pagamento de verbas que se afigurem sem a presença do fato gerador durante o enfrentamento da pandemia, obtivemos manifestação jurídica positiva”. 

Na pandemia, a medida causou pânico entre os servidores, que não sabem como ficarão os seus vencimentos.

Gladson, que recusa-se a cortar na própria carne, escolheu a pessoa errada para mexer na vida salarial da maioria humilde de trabalhadores.

Ricardo Brandão faz parte de uma casta de militares aposentados privilegiados no governo Cameli. 

Muitos dos militares de pijama estáo ganhando até R$ 50 mil todos os meses, acima do teto consttitucional.

Como coronel aposentado e secretário, Ricardo Brandão ganha R$ 47.970,91 todos os meses. Assim, por mais gente boa que seja, fica fácil meter a faca nas vantagens do conjunto do funcionalismo.

São R$ 26.148,72 como coronel e mais R$ 21.822,19 como secretário. Uma forma de reduzir as despesas seria reduzir os gastos com esse tipo de prática.