Ex-técnico do time sub-20 do Galvez, Oziel Moreira cobra dívidas trabalhistas do Imperador na Justiça do Trabalho — Foto: Rede Amazônica Acre

Após a eliminação precoce do Galvez na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o técnico Oziel Moreira deixou o Imperador, depois de cinco anos trabalhando na base do clube. Sua saída, no entanto, foi conturbada e o treinador entrou com uma ação na Justiça do Trabalho alegando dívidas trabalhistas desde a temporada 2015.

Oziel Moreira, que acertou com o Vasco-AC recentemente, explicou que cobra do Imperador o pagamento do salário durante os anos 2015 e 2018, mais 13º salário e férias.

– Passei quatro anos sem receber nada, sem salário, só recebi em 2019. Meu salário era de R$ 1 mil por mês. Fora o 13º e férias. Isso está nas mãos do meu advogado – explica.

De acordo com o treinador, a forma como foi tratado na saída não agradou. Ele destaca que o Imperador não reconheceu o trabalho que foi desenvolvido por ele durante os cinco anos à frente das categorias de base.

– Eu fiquei revoltado porque eu saí igual cachorro. O cara que fez a história do Galvez. O Galvez hoje tem história no Brasil porque eu consegui. Eles não reconheceram nada, não tiveram coragem de dizer um obrigado – afirma.

A reportagem entrou em contato com o presidente do Galvez, tenente-coronel Edener Franco. De acordo com o dirigente, as cobranças do ex-treinador não procedem, já que o trabalho desenvolvido por Oziel Moreira eram de forma voluntária desde 2015.

– Ele veio trabalhar no Galvez quando era policial militar. Ele pediu para fazer um trabalho voluntário com categorias de base. Nós autorizamos ele vir. Agora ele está inventando que isso era um trabalho assalariado. Nós nunca contratamos ele como profissional do Galvez, ele trabalhava como os outros voluntários – explica.

Segundo Edener Franco, o Galvez contribui com os profissionais que desenvolvem trabalho voluntário no clube com ajuda de custo e não com um salário mínimo. Além disso, Oziel Moreira fez o voluntariado entre 2015 e 2016, mas sendo policial militar da ativa. A partir de 2017, tornou-se policial militar da reserva, mas ainda continuou exercendo o voluntariado.

Aliás, de acordo com o dirigente, por ser policial militar, o treinador não poderia ser assalariado, já que os militares têm dedicação exclusiva. Para o presidente, o fato do treinador ter entrado na Justiça do Trabalho foi por conta de sua insatisfação por ser sido demitido do clube.

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– Ele está magoado e quer prejudicar o clube, achando que prejudicando o clube, prejudicaria as pessoas que mandaram ele embora. Não tem nada a ver – afirma.

Uma audiência seria realizada no dia 28 de março, mas por conta da pandemia do novo coronavírus, o encontro foi remarcado para 30 de abril. Por Kelton Pinho — Rio Branco, Acre

Tenente-coronel Edener Franco, presidente do Galvez