“E agora seu governador e a barriguinha dos meus filhos? Estão precisando comer, meu gás acabou e eu não tenho um centavo!” É assim que um autônomo esposo de uma trabalhadora terceirizada de uma escola de Brasiléia relata sua angústia, durante o isolamento social, decretado pelo governo do estado em decorrência do risco de proliferação do Coronavírus.

O autônomo Manoel Martins gravou um vídeo emocionado, ao lado de seus dois filhos. O mesmo pede para que o governador assista a esse vídeo até o fim, até compreender a triste realidade. O trabalhador diarista conta a triste realidade que é apenas uma no meio de centenas vivenciadas por trabalhadores terceirizados, que sofrem por não ter seu pagamento em dias.

O autônomo relata que mesmo diante da situação de atraso no salário de sua esposa, ele se virava fazendo trabalhos de diarista, mas que depois da determinação do governo, para que todos permaneçam em casa, isolados para se prevenir da pandemia, as coisas ficaram de mal a pior.

“Sou autônomo e minha esposa que presta serviços terceirizados está com dois meses sem receber, meus filhos querem comer seu governador, o senhor tem seu salário todo mês.” Desabafa.

“Peço a Deus que abençoe sua vida, mas pague as terceirizadas , para nós ter o que comer”, desabafa.

O homem prossegue dizendo que a comida de sua casa acabou e que nem pão tem mais, Ao lado dos filhos, Manoel se emociona e chega a torcer sua voz, tomado pela tristeza e angústia, de ver os filhos ao seu lado e ao menos tempo suas panelas vazias, o botijão de gás seco. A ele resta fazer o clamor, expondo se a uma coragem desesperadora, no tudo ou nada em nome do pão e alimento de sua família.

O autônomo diz que tem dinheiro, mas está no cofre do governo e basta ele pagar para amenizar a situação. Manoel também indaga uma pergunta que muitos acreanos estão fazendo.

Se o governador não pode estender à mão as pessoas, porque obrigar ficar em casa sem ter nada para comer?

Em Brasiléia, trabalhadores terceirizados da educação e várias secretarias estão com pagamentos atrasados, sem uma resposta concreta da data em que irão receber.

Assista ao vídeo completo;