Portal do Rosas – O Policial Civil aposentado Raimundo Moreira Lima, 82. pode ter sido a primeira vítima fatal do coronavírus no Acre.

A prioridade da causa da morte do Policial Civil teria sido uma parada cardiorrespiratória.

Internado do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), o policial foi a óbito ontem à noite.

A exemplo do que acontece com as vítimas do coronavírus, Raimundo Moreira não pôde ser velado pelos parentes e amigos.

“O coronavírus matou o homem. Eles não deram nem o corpo para a família enterrar. Pegaram o homem, enrolaram num papel alumínio, puseram no caixão e foram enterrar eles mesmos”, diz um áudio que circula em grupos de WhatsApp.

Na sua página no Facebook, o autor do áudio faz mais cobranças.

Sesacre diz que aguarda exames para saber se policial morreu por coronavírus

A entidade de saúde destacou que diante do quadro grave do paciente, que deu entrada na emergência do PS com insuficiência respiratória na noite desta sexta-feira, 27, os profissionais coletaram as amostras para o exame de Covid-19.

O diagnóstico está no momento sob análise dos profissionais do Centro Mérieux, seguindo normalmente ao prazo de 48 horas para a sua divulgação.

Por isso mesmo, esclarece que é impossível afirmar, até a presente data, ‘que o seu falecimento foi em decorrência de complicações por eventual contaminação por coronavírus’.

Entretanto, a Sesacre comunica também que são falsos os áudios e as mensagens em redes sociais afirmando que a família foi impedida pelos profissionais do hospital de velar e de sepultar o paciente. O velório ocorre normalmente em Rio Branco.

A Sesacre solicitou que familiares e amigos usassem de discrição no velório, evitando que as pessoas se juntassem muito próximas umas das outras, na cerimônia fúnebre e no sepultamento. “Mas apenas isso. Não podemos deixar de liberar o funeral para a família. Qualquer pessoa sabe que isso é inconcebível”, explica a gerente de Assistência do Pronto-Socorro de Rio Branco, Mônica Nascimento. Com Informação Contilnet