Para a líder da bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida, que esteve na linha de frente da aprovação da Lei que garante o valor de até 1.200 por família para se protegerem do coronavírus os últimos dias foram de muita luta e intensa articulação aqui em Brasília.

“Quando vi a proposta do governo de liberar R$ 200 por pessoa não acreditei e disse para os demais líderes que a proposta era humilhação e não podíamos aceitar”, disse Perpétua. “A partir daí iniciamos uma articulação com a bancada de oposição e ampliamos para as bancadas do centro, os deputados independentes e decidimos que tínhamos maioria pra enfrentar o governo e aprovar um valor maior, de R$ 500 por pessoa. Bolsonaro percebeu que seria derrotado no plenário da Câmara e autorizou seu líder a anunciar mais R$ 100 na nossa proposta, ficando, então, R$ 600 por pessoa e até R$ 1.200 por família”, concluiu a líder.

Perpétua disse que não seria possível ir na contramão dos outros países “ que estão mobilizando todos os seus recursos para salvar vidas, garantir empregos e a sobrevivência das empresas e da indústria nacional, porque as famílias estão em casa, seguindo as normas da Organização Mundial da Saúde, sem trabalhar e sem ganhar dinheiro. Por isso tomamos a mais importante decisão, inclusive defendida pela maioria dos economistas do país, que é garantir renda mínima as famílias”.

Cabe ao governo expedir um regulamento sobre como será a solicitação do benefício após a o projeto de lei ser sancionado. Na próxima semana, o projeto será debatido no Senado e, caso seja aprovado, segue para sanção presidencial. “ O que precisamos é que o governo trabalhe com o máximo de rapidez para garantir que até meados de abril esse dinheiro esteja no bolso das famílias brasileiras”, ressaltou a deputada.

Ainda no sentido de combater a COVID-19 e de cuidar da população, Perpétua transferiu R$ 6,2 milhões de outras emendas para o enfrentamento à pandemia no Acre. “Nenhuma ação é mais importante agora do que cuidar da saúde e das vidas das pessoas”, justificou.

Entenda o projeto:

– Com a nossa vitória, cada trabalhador receberá R$ 600. Há um limite de R$ 1200 por família. Mães que cuidam sozinhas dos filhos menores de 18 anos também receberão R$ 1200.

– As famílias que recebam meio salário mínimo ou com renda total inferior a 3 salários mínimos também serão beneficiadas.

-Terão direito ao benefício desempregados, microempreendedores individuais, autônomos e trabalhadores informais que não tenham emprego formal e não recebam nenhum beneficio do governo. Quem participa do Bolsa Família deverá avaliar e optar pelo mais vantajoso. Apenas quem recebeu menos de R$ 28.599.70 em 2018 poderá ser beneficiado.