Após a liberação da Justiça, o corpo da chilena Karina Constanza Bobadilha Chat, de 22 anos, que morreu após levar várias facadas em Rio Branco, foi levado para a cidade de São Paulo para ser cremado.

O corpo foi levado do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco, na tarde desta terça-feira (11), e, após a cremação na capital paulista, as cinzas devem ser levadas para o Chile para serem entregues à família. A informação da liberação do corpo foi confirmada pelo defensor público, Celso Rodrigues, em entrevista ao Bom Dia Amazônia desta quarta (12).

“Graças a uma junção de esforços do governo do estado do Acre, Polícia Civil, Defensoria Pública, a gente conseguiu no final da tarde de terça-feira (11) a liberação do corpo, a fim de que a chilena fosse levada para São Paulo para a cremação. A partir daí, deve ser encaminhado ao país de origem para que a família possa receber as cinzas”, afirmou Rodrigues.

A chilena morreu no domingo (2) no pronto-socorro de Rio Branco depois de ser encontrada ferida na Avenida Amadeo Barbosa, no sábado (1).

O principal suspeito do crime foi localizado próximo de Sena Madureira, no interior do Acre, dentro de um táxi, quando tentava fugir para a cidade de Feijó. Ele foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na segunda (3). Em depoimento, ele confessou o crime, mas, após ser ouvido, foi liberado porque não estava mais em flagrante.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Cabral, disse que o mandado de prisão contra o suspeito já foi expedido pela Justiça e a polícia faz buscas por ele.

Polícia investiga se houve violência sexual

O suspeito afirmou que tentava um relacionamento com a vítima e, como ela se negou, acabou desferindo os golpes de faca. Ainda segundo o delegado, um exame deve indicar se Karina foi vítima de violência sexual. O laudo deve sair em trinta dias.

No dia do crime, a chilena tinha almoçado com o suspeito na casa dele e, segundo a versão do homem dada à polícia, à noite ocorreu uma discussão, que resultou na morte da vítima.

“Ele relata que ela queria ir para Porto Velho e ele não queria que ela fosse, porque estava querendo manter uma relação amorosa com ela e ela não queria. Ocorreu que ele foi tentar segurar o braço dela, ela o empurrou dizendo que não e ele ficou com raiva por conta disso e acabou esfaqueando a vítima”, contou o delegado.

‘Família impactada’

A tia de Karina, Kary Chatt, contou que a menina era malabarista e havia saído do Chile em abril do ano passado. Ela disse que a família está aguardando a ordem do juiz para que o corpo da vítima seja cremado e levado ao país em que morou.

Revoltada, ela pede por justiça. “Minha Karinita foi assassinada por um animal maldito do Brasil. Exijo justiça. A família está muito mal, estamos impactados e tristes. Chega de abusos e assassinatos. Ela era alegre, bela, terna e solidária. Um amor. Não entendo”, lamenta.

No Facebook, a avó da chilena, Silvia Irturra usou o perfil no Facebook para lamentar a morte da neta e fez um texto se despedindo.

“Em direção à luz, você está viajando para o paraíso, já não estás neste plano, estás no plano celestial. Pedimos a Deus que a encha de mais luz dando a felicidade celestial e a paz eterna hoje a nossa imensa dor. Abriremos as nossas mãos e os nossos corações e te deixaremos ir. Você merece viver longe da dor viver sem mágoas nem lágrimas. Te deixamos ir, mas nunca te esqueceremos”, escreveu. Do G1 Acre