O mototaxista Juvenil Nogueira morreu ao ser atingido por motorista embriagado na BR-364 — Foto: PRF / Arquivo

A Justiça do Acre condenou um motorista a mais de oito anos de prisão em regime fechado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O condutor atropelou e matou o mototaxista Juvenal Nogueira, de 45 anos, em setembro do ano passado no km 4 da BR-364, região do bairro Belo Jardim, em Rio Branco.

O motorista foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal no Acre (PRF-AC) por embriaguez ao volante e homicídio. Após ser atingido pelo carro, o mototaxista foi imprensado contra uma carreta boiadeiro e acabou tendo morte quase que instantânea.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) divulgou, na quarta-feira (5), que o motorista foi condenado também a pagar as despesas do enterro de Nogueira.

A decisão é da 3ª Vara Criminal de Rio Branco e cabe recurso. O G1 tentou contato com o advogado citado no processo, mas não obteve retorno.

Sentença

A Justiça destacou que o motorista deve pagar R$ 2,3 mil pelas despesas do enterro da vítima. Na sentença, o juiz de Direito Raimundo Nonato afirmou que o acusado agiu com imprudência, culpa e tinha tinha maus antecedentes.

Além de estar embriagado no dia do acidente, o condutor também estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cassada por ter sido flagrado também dirigindo bêbado anteriormente.

“O mencionado valor deverá ser pago aos familiares da vítima, que deverão buscar a seara judicial para a execução de tal quantia, servindo a presente sentença como título executivo”, detalha o processo.

Acidente

A PRF-AC informou, na época do acidente, que o mototaxista trafegava no sentido Porto Velho-Rio Branco, na BR-364, quando o condutor do carro, que trafegava na Rua Princesinha, entrou na rodovia sem parar e colidiu contra a motocicleta. Com o impacto, o mototaxista foi jogado contra a carreta.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas, ao chegar no local, o mototaxista já estava sem vida. O condutor do carro foi para a Delegacia de Flagrantes (Defla). Por Aline Nascimento, G1 Acre