Em coletiva feita na tarde desta segunda-feira (27) na presença do governador Gladson Cameli, do comandante da PM, Ulysses Araújo e sem a presença do vice-Governador Major Rocha, o secretário de estado de segurança Paulo César fez um balanço das ações desempenhadas até aqui e criticou a ausência das forças federais no controle e fiscalização das fronteiras acreanas.

O secretário disse que o estado tem feito tudo que é possível para combater o crime organizado e apresentou resultados de operações, falou de investimentos e respondeu questionamentos de jornalistas presentes.

O secretário rechaçou a proposta, dizendo que quem pede intervenção não faz nem ideia do que seja. “Não temos um cenário para intervenção federal, temos ausência sim das forças federais no estado, que não estão cumprindo com sus obrigações”, disse.

Para o secretário, bastava o exército patrulhar as fronteiras, auxiliado pela PRF, no controle da saída e entrada do estado, a Marinha patrulhar os rios e a Força Aérea combater o tráfico que se utiliza das dezenas de pistas clandestinas espalhadas pelo Acre.

Sobre o pedido de ajuda da Força Nacional, Paulo César afirmou que 62 homens estão atuando no Acre desde abril de 2019, mais precisamente nas regiões de fronteira da Bolívia; por Plácido de Castro e do Peru; via Assis Brasil.

“Pouca gente aqui sabe, mas tem 62 homens Força Nacional atuando no Acre, mas o curioso é que ninguém ver ação alguma do que fazem. Estamos com o Gefron fazendo operações em conjunto com as polícias Bolivianas e nunca tivemos apoio dos homens da Força”, disse Paulo César.

O secretário disse que a polícia militar tem limitações constitucionais e não podem cumprir o papel das forças armadas, por isso é importante alinhar as estratégias de atuação conjunta.

O secretário afirmou que, se for para a Força Nacional vir e atuar sem uma coordenação do estado, os resultados não vão aparecer e encerrou mostrando dados positivos das últimas ações das forças policiais do estado.

O vice-governador e patrono da segurança pública Major Rocha, não compareceu na coletiva. O governador Gladson Cameli, fez uma explanação rápida, abordou alguns assuntos e anunciou que irá mandar um projeto para Assembleia Legislativa na volta do recesso, para garantir o reforço da tropa policial e que já determinou a compra de R$ 6 milhões em armamentos para reforçar as polícias.