Uma aliança que se preocupou em ganhar do PT, mas não se preparou para governar o estado em uma sintonia e unidade política. O ego de alguns caciques que fazem parte do arco de alianças do Palácio Rio Branco, parece ser maior que o compromisso de concretizar as promessas de campanha.

Mal saíram de uma eleição o grupo de partidos que venceram a FPA em 2018, iniciaram a guerra nos bastidores pela disputa de 2020, principalmente na capital Rio Branco.

Uma Operação isola Rocha e o PSDB está sendo bem executada por seus aliados, que não engolem Minoru Kimpara. O vice governador foi quem primeiro iniciou sua corrida pelo fortalecimento do ninho Tucano e não pediu licença por onde passou, trazendo inclusive um ex-petista e ex- reitor da UFAC Minoru Kimpara para anunciar seu nome rumo a disputa pela prefeitura da capital.

No início o governador Gladson Cameli abençoou a vinda de Kimpara, chegou afirmar que seria este seu candidato, causando assim euforia dentre os pares do Progressista.

Experientes e com muitas divergências ao projeto de Rocha, o deputado estadual José Bestene (Progressista) entra em campo, iniciando uma construção paralela, tendo como objetivo isolar o PSDB.

A confusão aumentou e o cacique maior, Gladson Cameli, deixou a aldeia se entender nas páginas dos jornais. São acusações e troca de ofensas quase que diariamente entre aliados, sem um moderador que possa amenizar as tretas.

Rocha se mostra irredutível e firme na construção do projeto tucano. Outro que estava de fora do debate, o senador Márcio Bittar – MDB que resolveu se pronunciar sobre as brigas na tarde desta sexta-feira. O emedebista afirmou que essa confusão prejudica o Acre e que os dirigentes poderiam refletir e dar uma trégua nas brigas.

Fiquemos atentos, pois certamente antes do Natal teremos novos capítulos. O povo que elegeu o grupo para governarem o Acre juntos, começa a fazer críticas nas redes sociais, vendo que além de derrotar o PT, estes estão cercados de interesses pessoais.