Prefeita Socorro Neri é a primeira Mulher a administrar a capital do Acre, Rio Branco / Foto: Prefeitura de Rio Branco / Val Fernandes

A mulher Rio-Branquense vem conquistando o seu espaço em meio à sociedade, hoje ela está presente em muitos lugares ocupando vagas importantes e muito relevantes em se tratando do serviço social; deixando de lado aquela minúscula ideia de que “mulher só deve cuidar dos filhos, dos afazeres domésticos e do esposo”; há muito tempo essa foi a realidade de muitas mulheres. Mas aos poucos elas foram conquistando todos os seus direitos, inclusive o seu próprio espaço no tão sonhado mercado de trabalho e até na política.

Temos como um bom exemplo de conquista feminina e empoderamento, a atual Prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), que é a trigésima segunda pessoa a administrar a Cidade e o mais importante, a Primeira Mulher, desde 1900, a ocupar a tão requisitada vaga na política acreana, a cadeira de chefe do Poder Executivo Municipal. Socorro chegou ao poder após ser Vice-prefeita eleita e diante da renúncia do titular, Neri assumiu.

Ao assumir, Socorro tem administrado de forma sensata e prudente, além de incentivar outras mulheres a conquistar seu espaço e os seus direitos através das políticas públicas voltada ao público feminino e valorizando as que com ela trabalham, como por exemplo, a programação desenvolvida pela gestora em alusão ao mês da mulher no corrente ano, que foi o mês de março.

A programação desenvolvida pela Prefeita Socorro Neri em alusão ao mês da mulher / Foto: Prefeitura de Rio Branco / Val Fernandes

Programação elaborada pela Prefeitura:

No primeiro dia de programação, as servidoras receberam atendimento de saúde, com realização de testes rápidos, aferição de pressão arterial, glicemia, vacinação e momento de beleza.

No dia 13, o atendimento aconteceu para as idosas na Policlínica Barral Y Barral, com agendamento de PCCU e mamografias.

No dia 14 pela manhã, na Casa Rosa Mulher, as mulheres contaram com rodas de conversa sobre violência doméstica e Lei Maria da Penha, serviços de saúde e beleza. No período da tarde, os mesmos serviços foram oferecidos no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Baixada da Sobral.

Seguindo a programação, no dia 15 ás 17 horas, no pátio da Zeladoria, a Prefeitura promoveu chá da tarde para as margaridas. Ainda no dia 15, no período da tarde, as mulheres da Cidade do Povo tiveram a sua disposição o atendimento de saúde no CRAS da localidade.

Nos dias 18 e 19, as ações foram desenvolvidas nos CRAS do São Francisco, Santa Inês e no Núcleo de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no Conjunto Rui Lino.

Já no dia 20, no Horto Florestal, houve vivência e atividades de relaxamento para servidoras de várias secretarias municipais.

Dia 22, o café da manhã e serviços de saúde e beleza foram para as idosas do CRAS Calafate e no dia 22, fechando a programação, houve atendimento de saúde e roda de conversa sobre violência contra mulher no CRAS do Bairro Tancredo Neves.

Foi um conjunto de ações que valorizou e lembrou a importância da mulher na sociedade, mas essas conquistas para o público feminino em Rio Branco, começou lá atrás. O trabalho teve início com o ex-prefeito Jorge Viana, que criou a Casa Rosa Mulher na metade da década de 1990, foi retomado e ostensivamente fortalecido pelo ex-prefeito Raimundo Angelim e alcançou momentos importantes com a gestão de Marcus Alexandre, que transformou a coordenadoria em Secretaria da Mulher e esse trabalho vem tendo continuidade com a Prefeita Socorro Neri.

Mulheres de Rio Branco fundam associação visando empoderamento feminino / Fotos: Assis Lima

Empoderamento da mulher Rio-Branquense

Outrora, ativistas dos direitos da mulher lançaram no auditório Félix Bestene, na Assembleia Legislativa, em Rio Branco, a Associação Mulheres Fortes do Acre. A presidenta, Valéria Holanda, e a coordenadora de Ação Social, Darci Gama, conhecida como “Loira Vendedora”, disseram que a associação não tem objetivos políticos ou eleitorais e que contam com o apoio das instituições oficiais, como o Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco, para desenvolverem suas atividades. Pelo menos trinta mulheres participaram da apresentação da Associação Mulheres Fortes do Acre.

Karen afirma que sempre desejou criar ONG e que ajudar outras pessoas lhe ajudou a superar a depressão — Foto: Reprodução / Facebook

A ONG da Karen

Outro bom exemplo a ser mencionado aqui em Rio Branco foi a ONG criada por Karen Albuquerque, que fica localizada no Ramal da Zezé, bairro Belo Jardim II, região do Segundo Distrito da capital Rio Branco, e atende os 17 bairros da regional. Porém, algumas pessoas de outros bairros acabam sendo direcionadas ao local para receber ajuda.

A associação trabalha com crianças e adolescentes, mas tem como um dos focos principais o empoderamento da mulher. Karen destaca que na maioria das vezes as mulheres são responsáveis por gerenciar a família e levar dinheiro para dentro de casa.

Por isso, a ONG trabalha fornecendo cursos profissionalizantes e oficinas para elas, e cursos e atividades esportivas para os filhos. Em 2017, 720 pessoas, entre mulheres, crianças e adolescentes, foram atendidas pela associação.

A ONG também possui um banco de dados com informações dos participantes para que possam fazer indicações para o mercado de trabalho. A empreendedora social Karen destaca que a ONG conta com muitos parceiros como: o Instituto Dom Moacir, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial no Acre (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e até com a Secretaria Municipal de Mulheres.

Associação atende as mulheres de toda a região do Segundo Distrito de Rio Branco Foto: Associação da Karen Albuquerque

Enfim, as mulheres de Rio Branco não estão desamparadas, tanto o poder público municipal, como as ações sociais, as ONG, Coordenadoria e Associações que visam auxiliar o público feminino, para que assim elas possam se consolidar em meio a sociedade nos dias de hoje, a mulher precisa continuar lutando, pois, a mulher mesmo ocupando cargos superiores não recebem como deveria. As mulheres recebem bem menos do que os homens na sua mesma categoria, ou seja, ocupam os mesmos cargos que os homens, mas, recebem menos do que eles fazendo as mesmas coisas.

O grande desafio para as mulheres dessa nossa Capital acreana é tentar reverter o quadro da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

Pelo menos, elas já provaram que além de ótimas cozinheiras, podem também ser boas motoristas, mecânicas, engenheiras, advogadas e sem ficar atrás de nenhum homem. Já está mais do que provado que as mulheres são perfeitamente capazes de cuidar de si, de conquistar aquilo que desejam e de provocar mudanças profundas no curso da nossa história.

Foto: Prefeitura de Rio Branco / Val Fernandes