Precisamos perguntar ao estado (Poder), quem são esses humanos e que direitos eles tem, onde estão os tais direitos? Talvez essa seja a grande discussão que precisamos fazer. A discussão de direitos humanos não diz respeito a códigos ou tratados, mas, principalmente, a concepções de humanos, que, aliás, estão sendo utilizadas para pautar debates nacionais. É preciso pensar que algumas questões viabilizam processos de “não humanização” que fazem com que alguns humanos sejam entendidos como menos humanos.

É cada vez mais crescente o número de pessoas, crianças, adolescente e idoso; de ambos os sexos perambulando pelas ruas das cidades e o que era uma realidade quase não notada no Acre, se transformou em algo assustador.

No entorno da área central da capital Rio Branco, não se anda dez minutos sem esbarrar em um, dois ou até mais moradores de rua em situação degradante; seja alcoólatra ou usuário de entorpecentes e estamos encarando tudo isso como coisas da nova realidade social.

Entre os principais fatores que podem levar as pessoas a irem morar nas ruas estão: ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, dependência química e doença mental.

Rio Branco é uma cidade com 320 mil habitantes e já tem aproximadamente 400 seres humanos morando pelas ruas, aliás, perambulando; pois moradia merece um conceito de lar.

Eles se alojam nas praças, permanecem nas portas e arredores de instituições comerciais na grande maioria. Pedem uma moedinha aqui, uma sobra quentinha ali, fazendo do dia a dia uma busca rotineira, na tentativa de sobreviver e sustentarem seus vícios.

Essa situação chama atenção porque ao passo que o caos social se instala, as instituições diminuem a atenção para essa problemática que deveria ser de todos; sociedade, governos e instituições de amparo social.

A maioria desses seres humanos que vivem pelas ruas, são usuários de entorpecentes e alcoólatras. Por isso o problema já deveria ter atenção que exige, pois o crescente aumento destes números mostra que o estado falha nas políticas de atenção à saúde e controle social.

Alguns chegam a tratar o termo epidemia relacionados com a questão do higienismo, pois acham que estes poluem a beleza do centro da cidade e não tem a sensibilidade social que rodeia toda esta problemática.

O NATERA – Núcleo de Atendimento Terapêutico Psicossocial em Dependência Química foi criado pelo Ato n. 72, de 02 de junho de 2014, da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Acre e Instituído pela Lei Complementar n. 291, de 29 de dezembro de 2014, tem como objetivo a adoção de estratégias de prevenção ao consumo, de propiciar o tratamento adequado a dependentes e usuários, orientação aos familiares e àquelas pessoas atingidas com a problemática da dependência química. Além disso, é voltado também para os usuários de drogas relacionados ao sistema prisional.

Este Núcleo não substitui os serviços da rede pública garantidos pelo SUS, apenas implementa estratégias e ações que garantam o acesso dos dependentes químicos aos meios de acompanhamento durante o tratamento.

“A saúde é um direito humano indispensável para o exercício dos outros direitos”. Não é possível ter outros direitos humanos se você não tiver saúde. Precisamos debater sobre a possibilidade construção de leitos de acolhimento para usuários de crack e outras drogas em Comunidades Terapêuticas, que fazem um trabalho até mais efetivo e humanizado que as instituições públicas.

A ONU elevou a sua estimativa de mortes vinculadas ao consumo de drogas no mundo para 585 mil em 2017, acima dos 450 mil óbitos que ocorreram em 2015. Essa alta se deve a uma melhor compreensão da situação global graças a novos dados, como os da Índia e Nigéria. Segundo o Relatório Brasileiro sobre Drogas, no levantamento de dados em 2007, 4,3 óbitos por 100.000 habitantes no Brasil são relacionados ao uso de drogas. Os presídios estão abarrotados de condenados por Tráfico de Drogas, é 81% dos detentos, um percentual que reflete a guerra urbana instalada de norte a Sul do Brasil.

Precisamos exercitar a parte prática da teoria que usamos de humanidade, de solidariedade, de indignação social diante desse alarmante e vergonhoso caos, urbano e desumano.

Em que sociedade você deseja viver mesmo? Responda para si e crie um senso crítico e mobilizador, para que, quem sabe assim, tenha maior responsabilidade para amenizar a dor de centenas de seres humanos, e passe a começar agir.

Homem com doença rara no centro de Rio Branco

Um homem vive quase todos os dias no centro de Rio Branco na rua Marechal Deodoro pedindo esmolas, a quem é de bom coração faça uma doação que seja de um real ou dois o mesmo vive com uma doença conhecida como verruga, de aproximadamente uns 45 anos só com um chapéu na cabeça e de calça comprida em sem blusa. 

Nossa redação de noticias tentou falar com o mesmo mas o homem apenas fazia gestos com a mão e virava a cabeça de um lado para o outro, falamos com um mototaxista mas ele disse apenas que sempre o homem está ali no mesmo local estendendo a mão a quem passa e sempre as pessoas fazem doações. 

Como se contrai verrugas

As verrugas são causadas por uma infecção viral e são transmitidas diretamente de pessoa a pessoa, mas pode haver transmissão indireta e o tempo de incubação pode ser de alguns meses.

Que tipo de doença tem como característica verrugas pelo corpo inteiro?

As verrugas são crescimentos benignos causados pela infecção viral da camada mais superficial da pele ou membranas mucosas, podem ser do tipo vulgares que aparecem frequentemente em volta da unhas, do tipo plantares que aparecem na sola dos pés, planas que sempre aparecem em grande número em todo o corpo ou as já citadas genitais.

As verrugas são, geralmente, da cor da pele e ásperas ao toque mas podem, também, ser escuras, planas e macias.