Números, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que entre agosto do ano passado e julho deste ano, o Acre teve 688 km² de área desmatada. Dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal, ele foi o quinto que mais desmatou.

A área desmatada na Amazônia foi de quase 10 mil km² no período avaliado. No atual levantamento, quatro estados correspondem por 84% da floresta derrubada. Com 3.862 km² de área desmatada, o Pará teve a maior participação, seguido do Mato Grosso (1.685 km²), Amazonas (1.421 km²) e Rondônia (1.245 km²).

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do estado, os municípios que mais desmataram neste período foram Feijó, Sena Madureira e Rio Branco, com 14%, 13% e 12%, respectivamente.

O secretário de Meio Ambiente, Israel Milani, disse que no último ano houve um enfraquecimento nas ações ligadas a preservação.

“O ano passado, por ser um ano de transição política, de campanha eleitoral, por ser um ano que tem todo um fomento nesse sentido, frouxidão de algumas políticas públicas, a gente já havia feito esse monitoramento e meio que já estava previsto esse aumento no desmatamento”, disse.

Porém, garantiu que o fortalecimento de ações devem ser retomadas em 2020, o que deve contribuir para a redução do desmatamento na área. Um dos primeiros passos, segundo ele, é fortalecer os órgãos de fiscalização.

“A questão da educação ambiental também. De fato, criar uma consciência ecológica na população para a pessoa saber que o que está fazendo é certo ou errado. E a partir do momento que tivermos o fortalecimento com a parte da regularização fundiária do nosso estado, para que o proprietário acabe sendo dono de fato da terra com título definitivo, vai fazer ainda mais que o desmatamento diminua”, finaliza.