Com o intuito de ajudar no processo de ressocialização de meninas internas do Centro Socioeducativo Mocinha Magalhães, em Rio Branco, a direção do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE-AC) prepara um curso de corte e costura profissionalizante para qualificar as menores.

O projeto “Entre linhas e agulhas” ainda está em fase de construção e conta com a parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT), que acompanha o desenvolvimento do projeto, que está em fase de aquisição de equipamentos, segundo explicou a pedagoga do ISE, Maria da Glória Araújo.

“O projeto tem objetivo de estruturar alternativas de geração de trabalho e renda, através de um empreendimento produtivo na criação de um atelier, desenvolvendo procedimentos necessários para construção de vestiduras como práticas ocupacionais e renda para as adolescentes do Centro Socioeducativo Mocinha Magalhães”, disse Glória.

De acordo com a pedagoga, a unidade atende 51 adolescentes com idade entre 13 a 18 anos, mas, como o projeto ainda está em construção, ainda não é possível especificar quantas vão participar.

“Nós estamos fazendo a aquisição das máquinas para montagem da sala ainda. O curso ainda não tem uma data prevista, só depois que as máquinas chegarem, nós vamos montar para, a partir daí, iniciar o nosso curso”, explica.

Glória diz que tem definido apenas que serão formadas duas turmas, uma no período da manhã e outra no período da tarde, mas para especificar o número de participantes é necessário aguardar a chegada dos equipamentos.

A pedagoga ainda explica que o atelier que vai ser montado deve ficar na unidade de forma permanente para qualificar as menores que passarem por lá.

No Diário oficial do Ministério Público do Acre (MP-AC), publicado na última terça-feira (11), o órgão disse que está acompanhando também o desenvolvimento do projeto.

“Já está em sua fase inicial de implantação e o curso profissionalizante que receberá verbas públicas, o que exsurge a necessidade de acompanhamento do projeto com o objetivo de garantir o efetivo emprego de verbas públicas e que o curso atinja seu objetivo que é profissionalizar jovens socioeducandas que estão sob responsabilidade do Estado e corriqueiramente necessitam de tais cursos que colaboram com o processo de reeducação das jovens”, pontua o decreto.

Para isso, o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar o andamento do projeto no centro.

Do g1 Ac