Depois de oito meses de intensa luta, da classe trabalhadora, para que a Reforma da Previdência do Presidente Bolsonaro (PSL) não passasse no Congresso Nacional, nesta terça-feira, 12, será promovida a sessão solene de promulgação da medida. 

É importante destacar que os senadores acreanos Sergio Petecão (PSD), Marcio Bittar (MDB) e Mailza Gomes (PP), assim como os deputados federais Flaviano Melo (MDB), Mara Rocha (PSDB), Wanda Milani (SD), Jéssica Sales (MDB), Jesus Sérgio (PDT), Manoel Marcus (PRB) e Alan Rick (DEM) votaram contra os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Cheia de retrocessos, a Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) castiga apenas a classe trabalhadora, que vai precisar de mais anos de contribuição para se aposentar, caso sobreviva trabalhando mais e ganhando menos, numa clara estratégia de empobrecimento do povo. Enquanto o Estado e os mais ricos do Brasil não terão que fazer sacrifícios para cobrir o suposto déficit da previdência brasileira.

Seguindo a mesma linha de Bolsonaro (PSL), o Governador Gladson Cameli (PP) enviou uma proposta de Reforma da Previdência para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que foi apelidada de “pacote de maldades”. A reforma proposta pelo Progressista é mais draconiana do que a do presidente e foi apresentada sem ter havido, antes, diálogo com os servidores ou mesmo com os deputados. A ideia deles era enfiar de goela abaixo, votando a proposta na marra.

Graças as mobilizações dos sindicatos e servidores públicos, que ocuparam a casa legislativa por três dias consecutivos, a votação foi adiada. Porém, a proposta continua em pauta e mesmo com remendos e jeitinhos num pseudo dialogo, propagandeado pelos deputados da base, que são liderados por Gerlen Diniz (PP) – cunhado de Gladson – e pelo presidente da Aleac, Nicolau Júnior (PP), o eixo central continua sendo o mesmo: seguir o caminho da reforma previdenciária do Presidente Bolsonaro (PSL), que retira direitos adquiridos dos servidores públicos estaduais e estabelece que os trabalhadores menos abastados paguem pelo suposto déficit previdenciário.

O processo de mobilizações trouxe à tona uma questão, é consenso que deve haver a construção de uma proposta que permita cobrir o déficit de 40 milhões mês, feitos por governos anteriores na previdência acreana, porém, a solução não pode colocar em risco a aposentadoria dos mais de 40 mil pais e mães de família, servidores públicos, que não fizeram o rombo e que sustentam a duras penas o funcionamento e a economia do Acre.

O diálogo proposto pelas representações sindicais foi claro, não mexer na previdência dos trabalhadores, solicitando-se ainda que o projeto volte para o executivo e com muita calma se construa uma solução de forma conjunta: trabalhadores, governo, legislativo, judiciário e órgãos de fiscalização. Porém, a decisão do governador foi de não ouvir o pedido dos trabalhadores e chantagear de forma pública a sociedade acreana, ameaçando decretar estado de calamidade financeira, pedir intervenção federal na administração estadual, além de dizer que não vai convocar aprovados e não vai realizar novos concursos públicos caso a reforma não passe na Aleac.

Ora, o dialogo sempre foi a maior ferramenta da política e um tema tão complexo que levou oito meses, no âmbito federal, para se chegar a um entendimento, que mesmo assim prejudica a classe trabalhadora, não pode ser votado sem diálogo, como queria inicialmente Gladson. Se mexe na estrutura de milhares de famílias acreanas, a proposta não pode ser debatida e apreciada apenas por uns e por pouquíssimos dias, como fez o governo do Estado após sofrer pressão da classe trabalhadora do Acre.

Por que tanta pressa para atropelar os processos de construção coletiva? Por que mexer com a vida de mais de 40 mil servidores, sem conversar com eles? Por que não resolver o déficit construindo soluções que não sejam custeadas com as aposentadorias dos trabalhadores? São muitos por quês e apenas uma certeza: ou os trabalhadores se unem ou o governador Gladson Cameli e sua base na Aleac vão aprovar a Reforma da Previdência Estadual, obrigando o trabalhador a pagar uma conta que não fez.

Trabalhadores do Acre, uni-vos!
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