Lula foi vítima de um julgamento iníquo, com provas frágeis, seguido de uma interpretação canhestra da Constituição Federal de 1988, que permitia, erroneamente, a execução da sentença de prisão após julgamento em segunda instância, antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. 

O STF permitiu e foi conivente com a ilegalidade. Se viu acuado perante a opinião pública, diante de toda a força da manipulação midiática que dava suporte aos abusos da Operação Lava-jato. Contudo, graças às revelações da #VazaJato, o ânimo dos ministros começou a mudar. Constataram o óbvio: quem compactua com o Capeta, sempre se dá mal, a não ser o próprio Demônio que, além de eterno, tem um inferno inteiro para cuidar.

A milícia digital composta de trolls, bots, robôs e perfis falsos, que assegurou a eleição de Bolsonaro às custas do disparo em massa de muita fake news, financiado com caixa dois eleitoral, está pra lá de acuada: tem uma CPI prestes a colocar “um cometa inteiro no rabo” deles – para usar a expressão grotesca de Queiroz – revelando ao povo aquilo para o qual o TSE fez questão de fazer vista grossa.

O avanço das investigações sobre o assassinato de Marielle Franco, sobre o caso Queiroz, sobre o Laranjal do PSL, e sobre sua milícia digital tira o sono de Bolsonaro e de seus filhinhos mimados, cujo envolvimento com funcionários fantasmas, financiamento ilegal/caixa dois de campanha e com milicianos é histórico.

Além dos desmandos, da profusão diária de bobagens e da incapacidade de fazer gestão pública de Bolsonaro, os ajustes fiscais cruéis de Paulo Guedes e sua turma, que tira dos pobres para dar aos ricos, começam a ser sentidos pelo povo. A receita que tentam aplicar aqui é a mesma cantada em verso e prosa como modelo a ser seguido e que deu errado no Chile e na Argentina, levando o povo às ruas para defender os seus direitos.

Lula Livre é a esperança de termos o maior Líder do mundo ajudando a conduzir as forças progressistas e de esquerda do Brasil rumo às disputas de 2020. Não à disputa do poder pelo poder. Mas à disputa que pode conferir o poder a quem tem capacidade de promover mudanças que tragam equilíbrio entre a eterna necessidade de se promover ajustes fiscais e nas contas públicas, sem o sacrifício dos direitos dos trabalhadores e da população.

Glenn Greenwald merece um prêmio! O PT e a esquerda resistem.