O evento contou, ainda, com a abertura dos 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos na capital acreana. As duas atividades foram realizadas e unificadas em uma só pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil (FGB) e Secretaria Municipal de Assistência social e Direitos Humanos (SASDH), respectivamente.

“Nesse momento tão conturbado em que os Direitos Humanos e a Cultura estão sendo tão desqualificados e mal compreendidos no país, reconhecemos e agradecemos o empenho da prefeita Socorro Neri em incentivar essas duas pequenas revoluções que são esses dois eventos. Somente uma gestora compromissada com uma cidade inclusiva e respeitosa poderia dar todo apoio para que essas atividades sejam uma realidade”, destacou o presidente da FGB, Sérgio de Carvalho.

O projeto do Festival Cultura de Paz visa levar 10 ocupações artísticas para dois pontos de Rio Branco. A primeira fase com os cinco primeiros encontros foram promovidos do Centro Cultural Lydia Hammes, no bairro Aeroporto Velho. Já a segunda chega à Praça da Revolução, debatendo cinco diferentes temáticas: Empoderamento Negro e da Mulher, Juventude, Povos da Floresta e Direitos LGBTQ+. As atividades contam com patrocínio do Ministério da Cidadania e apoio via emenda parlamentar do ex-deputados federal Angelim.

“Nós nos unimos pela arte, e através dela queremos demonstrar que podemos caminhar juntos, sempre prezando pelo amor e o respeito à diversidade. No show, levamos ao público uma música sobre cada orixá, para apresentar a todos quem são essas divindades. Também trazemos canções sobre os povos de matrizes africanas”, conta Narjara Saab, proponente deste projeto.

Durante todos os domingos de novembro e início do mês de dezembro, o Cultura de Paz será promovido na Praça da Revolução, sempre a partir das 18h.

Direitos Humanos

Durante 30 dias seguidos, a SASDH realizará uma programação em alusão aos 71 anos da declaração Universal dos Direitos Humanos, 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher e Mês da Consciência Negra.

Entre a programação, estão palestras, bate papos, rodas de conversa, oficinas, vivências, entrevistas, atos solenes, apresentações de filmes e atividades culturais.

“A programação se deu devido à situação política que não só o Brasil, mas o mundo passa. Os Direitos Humanos estão sendo violados, retirados e escondidos. Em nossa programação, queremos pontuar que esse setorial é das pessoas, do direito de ir e vir, de participar, de ter acesso à educação, saúde, e cultura, e também do meio ambiente, afinal, sem ele não há humanidade”, relata o diretor de Direitos Humanos da SASDH, Evandro Rosas.