Chega ao terceiro dia a luta entre servidores públicos, sindicatos e o governo do Estado, para a não aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e Projeto de Lei Complementar (PLC) que visam instituir a reforma da Previdência, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Na terça-feira, 5, quatro proposições que alteram a previdência e direitos dos trabalhadores chegaram à Casa do Povo, em caráter de urgência, mas foram travados devido à pressão social que tomou conta da Aleac.

Nesta quinta-feira, a presidência suspendeu a Sessão e afirmou que não iria ter votação. “O movimento foi todo feito para isso, para que se possa dialogar”, declarou o Deputado Daniel Zen, líder do Partido dos Trabalhadores, em sua fala na tribuna. “O diálogo tem que ser feito, dá para melhorar essa proposta, mas para isso tem que conversar. Senão, não tem chance alguma nem de compreender quais os pontos que estão colocados neste projeto de reforma da Previdência”, afirmou, ao pontuar a necessidade de construção de uma agenda entre o movimento social e os deputados.

O parlamentar fez duras críticas à forma com que a Mesa Diretora da Aleac tem conduzido todo esse processo. Em um primeiro momento, impediu que a Audiência Pública convocada para a quarta-feira fosse realizada no Plenário, depois desligou as luzes e o ar-condicionado do Plenário e trancou o banheiro, enquanto os trabalhadores esperavam posicionamento sobre a votação.

Já nesta manhã, estavam impedindo a entrada da população. “Na Casa do Povo, o povo não pode ser impedido de entrar. Foi graças a presença dos servidores e organizações, junto com a articulação dos parlamentares da oposição e independentes, que esse projeto não foi votado até o momento, pois a intenção do governo é que seja aprovado imediatamente”, afirmou Zen.