O deputado estadual Jenilson Leite (PSB), vice-presidente da ALEAC, utilizou a tribuna do parlamento para criticar a forma como o governo vem conduzido o processo que modifica a previdência estadual. Pois além de retirar o direito dos trabalhadores, tem ocorrido sem que haja um diálogo com a classe trabalhadora.

Leite e os deputados oposicionistas estão em plenário e as galerias da ALEAC estão ocupadas por sindicalistas para evitar que o PL seja votado sem discussão, enquanto a base governista aguarda o esvaziamento para cumprir a determinação do chefe do executivo.

Para o deputado, a Assembleia Legislativa se transformou num palco de luta dos trabalhadores contra àqueles que querem retirar os seus direitos. “O governador Gladson mandou um Projeto de Lei da reforma da previdência que retira os direitos dos trabalhadores conquistados ao longo dos anos, sem conversar, sem pedir opinião, e quer aprovar neste parlamento de maneira truculenta. E nós fazemos parte daqueles que achamos que na democracia, é preciso conversar e discutir para se chegar a um consenso, por isso somos contra essa metodologia de querer empurrar de garganta abaixo um projeto que sequer os trabalhadores tem conhecimento, vamos continuar lutando até o último minuto para defendermos o direito do trabalhador”.

Segundo o parlamentar, do modo que o projeto está ele não pode ser votado hoje e nem nunca na Casa do Povo. “Estão quebrando uma regra democrática que é de ouvir a parte mais interessada, por isso eu peço que retire o PL desta casa e devolva ao governador, aí a Casa Civil pedagogicamente chama os sindicatos por categoria e apresenta a proposta, pois nem os deputados conhecem o que está sendo votado”.

Jenilson clamou para que a presidência do legislativo não tornasse esse episódio ainda mais difícil do que já aconteceu na Assembleia. “Presidente, não torne esse episódio ainda mais difícil, pois, por conta da intransigência daqueles que acham que podem aprovar este projeto da mesma forma que aprovaram a LDO, por maioria, mesmo desrespeitando a Constituição, agora querem também enfrentar essa multidão. Neste caso é diferente, pois é o interesse das categorias. É o interesse do povo acreano que está em debate”.