Servidores do Iapen fazem doação de 90 sacolões para famílias carentes em Rio Branco

Ao menos 60 servidores se reuniram para fazer as doações após perceberem necessidades das famílias durante fiscalizações de monitorados. Iniciativa ocorreu neste sábado (5).

Após acompanhar de perto a necessidade de inúmeras famílias durante o trabalho de monitoramento de presos, servidores do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) resolveram se unir e ajudar. Eles entregaram 90 sacolões, neste sábado (5), para famílias carentes do bairro Caladinho, em Rio Branco.

Os moradores falaram do sentimento de gratidão, por saber que, pelo menos, algumas pessoas se importam com a triste realidade dessas famílias.

“Tem muita necessidade. Muitos não trabalham, porque a criança é pequena. Então a necessidade é em quase todas as áreas. Eles resolveram tirar um tempo para doar para essas pessoas e isso se resume em gratidão. Só gratidão”, falou a dona de casa Rose Almeida.

“Eu sinto muita gratidão por Deus ter tocado no coração deles para vir ajudar a comunidade Caladinho, porque as pessoas necessitam”, também disse moradora Maria de Nascimento.

A iniciativa partiu dos 60 servidores do sistema de monitoramento eletrônico do Iapen. O diretor de monitoramento, Alberto Ribeiro, conta como surgiu a ideia de fazer a entrega dos sacolões.

“Nós que trabalhamos na fiscalização dos monitorados, que usam tornozeleira eletrônica, nos deparamos com a situação de alguns familiares que necessitam de ajuda. A gente fez a reunião dos servidores, reunimos 90 sacolões e estamos fazendo essa ação”, contou Ribeiro.

Soyara de Oliveira é coordenadora do projeto “Dia Feliz”, presente na comunidade do Caladinho há 16 anos. Segundo ela, essa é uma comunidade que precisa de um olhar diferenciado e que nem sempre o projeto consegue suprir as necessidades das famílias.

“Nós precisamos sim de todos os olhares para que possam ser assistidos de todas as formas. Esse projeto é totalmente voluntário. Nós lançamos as ações, as campanhas e as pessoas nos abençoam de forma financeira ou até mesmo com entregas. Por isso, a gente precisa muito mesmo do apoio e de olharem para essa comunidade”, concluiu a coordenadora. Do G1 Acre