Enquanto a gerente geral da Unacon associa a localização geográfica com a falta de medicamento para tratar o câncer, pacientes tem de lidar com a doença da forma menos dolorosa se é que é possível.

Não é novidade que a saúde do estado do Acre passa por situações decadente há um bom tempo, pode-se dizer que a saúde está em seu leito de morte e nada do que está sendo feito (se é que estão fazendo) tem mudado essa situação degradante.

Há nove meses atrás, o povo acreano apostou na mudança, pois eram tantas promessas bonitas que dava até água nos olhos, o atual governador Gladson Cameli com aqueles discursos de mudança conseguiu chegar onde queria, no poder.

No início de seu mandato, Gladson anunciou que o acre receberia carretas e mais carretas com insumos hospitalares e medicamentos para suprir a necessidade do estado, porém só se ouviu falar, até hoje as Unidades Hospitalares de todo o estado estão esperando que essas carretas cheguem.

Mas a denuncia da vez é sobre o único Hospital do Câncer do Acre, onde os pacientes lutam dia após dia pela vida, contra uma doença que maltrata tanto fisicamente como emocionalmente, esses pacientes deveriam pelo menos ter a medicação que é fundamental para combater esse mal.

Além da falta de medicamentos, a reclamação é das condições físicas do Hospital do Câncer, que um servidor público denunciou e classificou como insalubres. “As condições são as piores possíveis. A obra de reforma até hoje não foi concluída, o ambiente é insalubre, tem água empossada e a impressão que a gente tem é que o forro do teto vai cair na nossa cabeça a qualquer momento”, denuncia o servidor.

O fato é que esta não é a primeira vez que pacientes que fazem tratamento de câncer no Hospital do Câncer em Rio Branco, a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) passam por essa situação, o grito de socorro é de quem enfrenta a difícil doença e além de lutar contra um câncer é obrigado a conviver com o descaso do poder público.

Em nota, a gerente geral da Unacon, Aurea Celeste Freitas, confirma a falta de medicamentos e paralisação da reforma. A boa notícia é a retomada da obra até o final deste mês.

Confira a nota

A obra de reforma da Unacon parou há mais ou menos três anos. A unidade teve de se adequar para não interromper o atendimento à população. A boa notícia é que a reforma será reiniciada até o final deste mês de setembro. Quanto à medicação, os serviços oferecidos continuam normalmente. É verdade que faltam alguns medicamentos. Embora solicitados em tempo, o setor de compras da Sesacre encontrou respostas nos pregões como “deserto”. Nossa localização geográfica dificulta as empresas de fora de participarem dos pregões. Estive na sexta-feira da semana passada na Sesacre e a secretária Mônica Kanaan Machado prometeu que até mais ou menos o final do mês os medicamentos em falta serão repostos na Unacon.

Aurea Celeste Freitas – gerente geral da Unacon