Polícia apreende segundo lote de anabolizantes enviados a garçom preso no Acre

Delegado Pedro Resende diz que investigações continuam e pelo menos 25 pessoas devem ser ouvidas.

A Polícia Civil apreendeu, na tarde de quarta-feira (24), mais um carregamento de anabolizantes que seria entregue ao garçom Wendel da Silva Rodrigues, de 26 anos. Esta é a segunda remessa que chega depois de ele ter sido preso em flagrante, no dia 9 de julho, em Rio Branco.

“É a segunda apreensão que chega para ele depois de ter sido preso. Isso demonstra que a organização que ele o médico chefiavam é grande, a prova é que depois de 15 dias preso ainda chega medicamento para ele, e demonstra a força da organização e que ele estava montando uma empresa para venda de anabolizantes”, disse o delegado Pedro Resende, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Resende disse ainda que a última remessa apreendida não estava no nome do garçom. “O que a gente percebeu é que pouquíssimas encomendas vinham no nome dele. Geralmente, ele usava o nome da mãe e da namorada para fazer a recepção desses anabolizantes para tentar dissimular essa compra”, explica.

Wendel Rodrigues foi preso no último dia 9 com carregamento de anabolizantes — Foto: Reprodução

Rodrigues foi preso em uma operação que investiga uma rede de venda e distribuição de anabolizantes no Acre. Após a prisão do garçom, a polícia prendeu o médico Giovanni Casseb, que seria sócio dele e foi preso temporariamente, no dia 19, em Rio Branco.

O garçom foi transferido de presídio na terça-feira (23) e Casseb, que cumpria a prisão na Denarc, foi transferido para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) no domingo (21).

25 pessoas devem ser ouvidas

Ainda de acordo com o delegado, as investigações continuam e pelo menos 25 pessoas devem ser ouvidas. Além disso, Resende afirmou que Rodrigues tinha um aplicativo que monitorava o estoque de anabolizantes.

“Temos catalogadas 25 pessoas que comprovadamente foram indicadas pelo Giovanni Casseb para comprar anabolizantes com o Wendel. As investigações continuam com provas cada vez mais robustas de que o médico era quem, de alguma forma, financiava isso. As pessoas iam no consultório dele, ele indicava o Wendel, e indicava o anabolizante. Então, é possível dizer que ele financiava essa venda”, conclui. Por Alcinete Gadelha, G1 Acre