Em seis meses de gestão do grupo liderando por Gladson Cameli, o que se ver é uma correria sem alinhamento, governo sem rumo e sem comando. Quem disser que passados este primeiro semestre, o governo agradou a maioria dos que neste projeto votaram; certamente estará mentindo.

Se tem uma coisa que os vencedores da eleição de outubro de 2018 não compreenderam, foi que o povo do Acre deixou de votar no PT depois de 20 anos, basicamente pelo desgaste do tempo e as consequências da crise nacional enfrentada pelo País.

O governador Gladson Cameli fez uma aliança de forças que mais podem ser chamadas de Balaio de Gatos, assim já era batizada por Vagner Sales, um dos caciques do MDB.

O vice claramente incomoda o governador, que parece não ter poder no conjunto como todo da gestão. O governo foi loteado e o próprio Graldson Cameli não percebe.

Como acreditar no lema usado pelos apoiadores, de que o Governo já deu certo?

Não deu certo porque seis meses é muito pouco, deveriam usar o primeiro ano para conhecimento, alinhamento e rumo. Essa palavra rumo ela tem que permear o ambiente do palácio Rio Branco, pois tem muita gente sem rumo e achando que estar abalando.

As barbeiragens na articulação política são algo nunca vista antes, pois até pessoas são nomeadas sem que estas mesmo saibam.  O governador precisa urgentemente acertar com seus apoiadores, uma atuação coordenada, onde todos falem a mesma língua, desde o cabrinha que usa a rede social, achando que ainda estar em campanha, assessor de imprensa de qualquer pasta.

É inadmissível assistir secretários com olhar raso, aqueles que se encantam com poder, acharem que podem tomar as decisões, assinar sua rubrica e determinar as ações de acordo com que pensam, sem que antes tenham a frieza e conhecimento do que aquilo pode trazer; de positivo e negativo a imagem do governo como todo.

E o próprio governador fez alguns gestos bastantes positivos, um dos exemplos foi a vinda de Bocalon e Ulisses Araújo (PSL) para dentro do seu governo,uma demonstração de que quer um grupo forte.

O projeto da disputa de 2022, só dará certo aos partidos da aliança que compõem o governo, se o próprio governo for bem. Ou acham que o MDB vai abrir mão de dezenas de cargos por uma disputa aventureira?

Que o PSDB sendo vive, irá romper para se arriscar com uma candidatura incerta de Minoru?

Que Petecão irá lançar alguém no escuro?

Previsões que precisam ser feitas pelos aliados de Gladson, pois o governo estar apenas iniciando e muitos pensando que ainda estão na oposição à FPA.

Ou o governo inicia de fato, ou esperem chegar em 2022, com nada para oferecer ao povo das cidades, que dirão Não nas Urnas.